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A Ele a Glória eternamente! - Jonathan Edwards





O que Deus diz na sua Palavra nos leva, naturalmente, a supor que a maneira como ele faz de si mesmo o seu fim na sua obra ou obras, visando ao próprio benefício, é determinar sua glória como o seu fim...



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(Vídeo) - Resolvi! - As 70 Resoluções de Jonathan Edwards (1703-1758)




É inacreditável, vivendo numa era em que as pessoas na igreja são tão superficiais, imaginar que todas as resoluções que Jonathan Edwards tomou com tanta seriedade, já estavam prontas quando ele tinha 20 anos apenas.

“Estando ciente de que sou incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda de Deus, humildemente Lhe rogo que, através de Sua graça, me capacite a cumprir fielmente estas resoluções, enquanto elas estiverem dentro da Sua vontade, em nome de Jesus Cristo”.

“Lembra de ler estas resoluções uma vez por semana”.

Jonathan Edwards



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Evidência da veracidade de nosso Cristianismo - Jonathan Edwards (1703-1758)


Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de Deus" (I Jo. 2:4-5).


A prática cristã aperfeiçoa fé e amor. São como uma semente. A semente não chega à perfeição por ser plantada na terra. Nem por desenvolver raízes e brotos, ou por sair do chão, nem por desenvolver folhas e botões. Entretanto, quando produz frutos bons e maduros, chegou à perfeição - completou sua natureza. O mesmo ocorre com fé e amor e todos os outros dons. Chegam à perfeição em frutos bons e maduros da prática cristã. A prática, então, deve ser a melhor evidência de que esses dons existem.


As Escrituras dão mais ênfase à pratica do que a qualquer outra evidência de salvação. Espero que isso esteja claro agora. Temos que nos manter nessa ênfase. É perigoso dar importância a coisas que a Bíblia não endossa. Teremos perdido nosso equilíbrio bíblico se dermos maior importância aos sentimentos e experiências que não se expressem em obediência prática. Deus sabe o que é melhor para nós, e tem salientado certas coisas porque precisam ser salientadas. Se ignorarmos a ênfase clara, de Deus, na prática cristã, e insistirmos em outras coisas como testes de sinceridade, estamos no caminho da ilusão e hipocrisia.


As Escrituras falam muito claramente sobre a prática cristã como o verdadeiro teste de sinceridade. Não é como se isso fosse alguma doutrina obscura, somente mencionada algumas vezes em passagens difíceis. Suponhamos que Deus desse uma revelação nova hoje, e declarasse: "Conhecereis meus discípulos por isso, sabereis que são da verdade por isso, sabereis que são Meus por isso" - e então desse uma marca ou sinal especial. Não veríamos nisso um teste claro e enfático de sinceridade e salvação? Bem, isto é o que tem ocorrido! Deus tem falado dos céus - na Bíblia! Ele nos disse muitas e muitas vezes que a prática cristã é a prova mais alta e melhor da fé verdadeira. Vejam como Cristo repete isso no texto do capítulo 14 do Evangelho de João: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (v. 15). "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama" (v. 21). "Se alguém me ama, guardará a minha palavra" (v. 23). "Quem não me ama, não guarda as minhas palavras" (v. 24). E no capítulo 15: "Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos" (v. 8). "Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando" (v. 14). E encontramos a mesma coisa em I João: "Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos" (2:3). "Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele" (2:5). "Não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade. E nisto conheceremos que somos da verdade" (3:18-9). Acaso não está claro?


Deus nos julgará por nossa prática no Dia do Juízo. Ele não pedirá que demos nosso testemunho pessoal. Não examinará nossas experiências religiosas. A evidência pela qual o Juiz nos aceitará ou rejeitará será a nossa prática. Essa evidência, é claro, não será para o benefício de Deus. Ele conhece nossos corações. Mesmo assim, Ele exporá a evidência de nossa prática por causa da natureza aberta e pública do julgamento final. "Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo" (II Cor. 5:10). Se a nossa prática é a evidência decisiva que Deus usará no Dia do Juízo, é o teste que deveríamos aplicar a nós mesmos aqui e agora.


Conforme esses argumentos, penso que está claro que a prática cristã (como a defini) é a melhor evidência, para nós mesmos e para os outros, que somos verdadeiros cristãos.
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Um coração profundamente afetado – Jonathan Edwards (1703-1758)




O ser humano tem a tendência de permanecer inativo até ser influenciado por alguma emoção: amor ou ódio, desejo, esperança, temor etc. Essas afeições representam o "princípio da ação", aquilo que nos impulsiona, que nos faz agir.


Quando olhamos para o mundo, vemos pessoas extremamente ocupadas. As emoções mantêm-nas ocupadas. Se pudéssemos retirar a emoção das pessoas, o mundo ficaria imóvel e inativo; não haveria mais atividade. É o sentimento chamado "cobiça" que impele alguém a buscar vantagens mundanas; é o sentimento chamado "ambição" que induz alguém a buscar glória humana; é o sentimento chamado "lascívia" que leva a pessoa a buscar prazer sensual. Assim como os sentimentos mundanos são o princípio de ações mundanas, os sentimentos religiosos (Afeiçoes santas) constituem o princípio de ações espirituais verdadeiras.


Quem possui apenas conhecimento de doutrina e teologia — sem afeição santa  — nunca se entendeu a verdadeira religião. Não há nada tão claro quanto isto: nossa prática religiosa tem sua raiz unicamente dentro de nós, até onde as emoções nos levam. Milhares de pessoas ouvem a Palavra de Deus, tomam conhecimento de importantes verdades acerca de si mesmas e de sua vida, mas nada do que ouvem exerce efeito sobre elas, sua maneira de viver não muda.


A razão é esta: eles não são afetados por aquilo que ouvem. Há muitos ouvem a respeito do poder, da santidade e da sabedoria de Deus, de Cristo, das coisas maravilhosas que ele faz e de seu convite gracioso. Entretanto, permanecem exatamente como estão, na vida e na prática.


Sou ousado em dizer isso, mas acredito que ninguém jamais mudou por causa da doutrina, de ouvir a Palavra de Deus ou pelo ensino ou pregação de outra pessoa, a não ser quando esses meios atingiram os sentimentos. Ninguém busca a salvação, clama por sabedoria, luta com Deus, põe-se de joelhos em oração ou foge do pecado se tem o coração insensível. Em resumo, não haverá nenhuma grande conquista pelos instrumentos da evangelho se o coração não estiver profundamente afetado por eles.
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Teus sentimentos correspondem a verdade? - Jonathan Edwards (1703-1758)







As Escrituras, em toda parte, colocam a verdadeira religião principalmente em nossas emoções - no medo, esperança, amor, ódio, desejo, alegria, tristeza, gratidão, compaixão e zelo. Consideremo-las por um momento.



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A verdadeira fé Persevera – Jonathan Edwards (1703-1758)



O verdadeiro cristão persevera em sua obediência a Deus através de todas as dificuldades enfrentadas, até ao fim de sua vida. As Escrituras ensinam de modo completo que a verdadeira fé persevera; vejam, por exemplo, a parábola do semeador (Mat. 13:3-9, 18-23).



O ponto central enfatizado pelas Escrituras na doutrina da perseverança é que o verdadeiro cristão mantém-se acreditando e obedecendo, a despeito dos vários problemas que encontra. Deus permite que esses problemas surjam nas vidas das pessoas que se proclamam cristãos a fim de testar a verdade de sua fé. Então torna--se claro para eles, e muitas vezes para os outros, se realmente estão levando a sério seu relacionamento com Cristo. Esses problemas são às vezes de ordem espiritual, como uma tentação particularmente sedutora. Às vezes as dificuldades são de ordem externa, como os insultos, zombaria e perda de posses a que nosso cristianismo possa nos expor. O sinal do verdadeiro cristão é que ele persevera através desses problemas e dificuldades, mantendo-se leal a Cristo.



Eis alguns textos que relatam o exposto. "Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste-nos como se acrisola a prata. Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas; fizeste que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças; passamos pelo fogo e pela água, porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso" (Sal. 66:10-12). "Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que os amam" (Tg. 1:12). "Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (Apoc. 2:10).



Admito que os verdadeiros cristãos podem se tornar espiritualmente frios, cair em tentação e cometer grandes pecados. Entretanto, nunca podem cair tão totalmente que se cansem de Deus e da obediência, e assentar-se num desagrado deliberado pelo cristianismo. Nunca podem adotar um modo de vida no qual outra coisa se jamais importante que Deus. Nunca podem perder inteiramente sua distinção do mundo incrédulo, ou reverter exatamente ao que eram antes de sua conversão. Se esse é o resultado dos problemas num cristão professo, fica demonstrado que nunca foi um verdadeiro convertido! "Eles saíram de nosso meio, entretanto não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos" (I Jo. 2:19).
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Seriam suas afeições espirituais? – Jonathan Edwards (1703-1758)



A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória " (I Ped. 1:8).

O verdadeiro cristão tem uma convicção sólida e efetiva da verdade do evangelho. Não hesita mais entre duas opiniões. O evangelho deixa de ser duvidoso ou provavelmente verdadeiro, tornando-se estabelecido e indiscutível em sua mente. As coisas grandes, espirituais, misteriosas e invisíveis do evangelho influenciam seu coração como realidades poderosas.


Ele não tem simplesmente uma opinião que Jesus seja o Filho de Deus; Deus abre seus olhos para ver que este é o caso. Quanto às coisas que Jesus ensina sobre Deus, a vontade de Deus, a salvação e o céu, o cristão também sabe que são realidades indubitáveis. Têm, assim, uma influência prática em seu coração e em seu comportamento.

É claro nas Escrituras que todos os verdadeiros cristãos têm essa convicção sobre as coisas divinas. Mencionarei somente alguns textos dos muitos existentes: "Mas vós... quem dizeis que eu sou?" "Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo. Então Jesus lhe afirmou: bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus" (Mat. 16:15-17). "Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Agora eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado, provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste e eles as receberam e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste" (João 17:6-8). "Porque sei em quem lenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia" (II Tim. 1:12). "E nós conhecemos e cremos 0 amor que Deus nos tem" (I João 4:16).


Existem muitas experiências religiosas que falham em trazer essa convicção. Muitas das chamadas revelações são emocionantes, mas não convincentes. Não produzem mudança duradoura na atitude e conduta da pessoa. Existem pessoas que têm tais experiências, todavia não agem sob influência prática de uma convicção das realidades infinitas, eternas em suas vidas diárias. Suas emoções Urdem por algum tempo e depois morrem de novo, não deixando atrás de si nenhuma convicção duradoura.


Entretanto, suponhamos que as afeições religiosas de uma pessoa surjam realmente de uma forte convicção que o cristianismo é verdadeiro. Seriam suas afeições espirituais? Não, não necessariamente. De fato, suas emoções ainda não são espirituais, a não ser que sua convicção seja razoável. Por "uma convicção razoável", quero dizer uma convicção fundada em evidência e de bom entendimento. Pessoas de outras crenças têm uma forte convicção da verdade de suas religiões. Muitas vezes aceitam suas religiões meramente porque seus pais, vizinhos e nações as ensinam. Se um cristão professo não tem outra base para sua fé, a não ser essa, sua religião não é melhor do que a de qualquer outro que creia meramente como resultado de sua formação. Sem dúvida a verdade em que o cristão acredita é melhor, porém se sua crença nessa verdade vem somente de sua formação, então a crença em si mesma está no mesmo nível que aquela das pessoas de outras religiões. As emoções que fluem de tal crença não são melhores que as emoções religiosas fundadas em outras crenças.


Além disso, suponhamos que a crença de uma pessoa no cristianismo não seja baseada em sua educação, mas em argumentos e na razão. Seriam suas emoções agora espirituais? Mais uma vez, não necessariamente. Emoções não espirituais podem surgir até de uma crença razoável. A crença propriamente dita há de ser espiritual bem como razoável. De fato, argumentos racionais às vezes convencerão uma pessoa intelectualmente que o cristianismo é verdadeiro, no entanto aquela pessoa continua não salva. Simão, o mágico, cria intelectualmente (At. 8:13), porém, continuou "em fel de amargura e laço de iniqüidade" (At. 8:23). Crença intelectual certamente pode produzir emoções, como nos demônios que "crêem e tremem" (Tg. 2:19), todavia tais emoções não são espirituais.

Convicção espiritual da verdade surge somente numa pessoa espiritual. Somente quando o Espírito de Deus ilumina nossas mentes para entender realidades espirituais podemos ter uma convicção espiritual da verdade delas. Lembrem-se, compreensão espiritual significa uma percepção interior da beleza espiritual das coisas divinas. Descreverei agora como essa compreensão nos convence da veracidade dessas coisas.
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Como examinar teu coração! - Jonathan Edwards (1703-1758)




Você poderia pensar que já temos mais informação sobre nós mesmos do que sobre qualquer outra coisa. Afinal de contas, estamos sempre junto de nós. Somos totalmente conscientes dos nossos atos. Instantaneamente sabemos tudo o que acontece conosco, e tudo o que fazemos.



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Fuja do caminho da ilusão e hipocrisia – Jonathan Edwards (1703-1758)




Encontramo-nos numa situação em que Deus está de um lado e outra coisa do outro - e não podemos ter os dois. Precisamos escolher. Nossas escolhas práticas nessas situações mostram se amamos a Deus acima de tudo, ou não. "Recordar-te-ás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos" (Deut. 8:2).

Estes testes são para nosso benefício, não o de Deus. Eleja sabe o que está em nossos corações. Ele nos defronta com situações de teste de modo que nós possamos saber o que está em nossos corações. Deus está nos educando, não a Si mesmo! Reconhecendo que esse é o modo pelo qual Deus nos ensina sobre nossos corações, damos prova que nossa prática é a verdadeira evidência de nossa sinceridade.

A prática cristã conduz o novo nascimento para a perfeição. Tiago diz que a obediência prática de Abraão aperfeiçoou sua fé. "Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou" (Tg. 2:22). João diz que nossa obediência aperfeiçoa nosso amor por Deus: "Aquele que diz: eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.

Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de Deus" (I Jo. 2:4-5).

Assim, a prática cristã aperfeiçoa fé e amor. São como uma semente. A semente não chega à perfeição por ser plantada na terra. Nem por desenvolver raízes e brotos, ou por sair do chão, nem por desenvolver folhas e botões. Entretanto, quando produz frutos bons e maduros, chegou à perfeição - completou sua natureza. O mesmo ocorre com fé e amor e todos os outros dons. Chegam à perfeição em frutos bons e maduros da prática cristã. A prática, então, deve ser a melhor evidência de que esses dons existem.

As Escrituras dão mais ênfase à pratica do que a qualquer outra evidência de salvação. Espero que isso esteja claro agora. Temos que nos manter nessa ênfase. É perigoso dar importância a coisas que a Bíblia não endossa. Teremos perdido nosso equilíbrio bíblico se dermos maior importância aos sentimentos e experiências que não se expressem em obediência prática. Deus sabe o que é melhor para nós, e tem salientado certas coisas porque precisam ser salientadas. Se ignorarmos a ênfase clara, de Deus, na prática cristã, e insistirmos em outras coisas como testes de sinceridade, estamos no caminho da ilusão e hipocrisia.

As Escrituras falam muito claramente sobre a prática cristã como o verdadeiro teste de sinceridade. Não é como se isso fosse alguma doutrina obscura, somente mencionada algumas vezes em passagens difíceis. Suponhamos que Deus desse uma revelação nova hoje, e declarasse: "Conhecereis meus discípulos por isso, sabereis que são da verdade por isso, sabereis que são Meus por isso" - e então desse uma marca ou sinal especial. Não veríamos nisso um teste claro e enfático de sinceridade e salvação? Bem, isto é o que tem ocorrido! Deus tem falado dos céus - na Bíblia! Ele nos disse muitas e muitas vezes que a prática cristã é a prova mais alta e melhor da fé verdadeira. Vejam como Cristo repete isso no texto do capítulo 14 do Evangelho de João: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (v. 15). "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama" (v. 21). "Se alguém me ama, guardará a minha palavra" (v. 23). "Quem não me ama, não guarda as minhas palavras" (v. 24). E no capítulo 15: "Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos" (v. 8). "Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando" (v. 14). E encontramos a mesma coisa em I João: "Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos" (2:3). "Aquele, entretanto, que guarda a sua palavra, nele verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. Nisto sabemos que estamos nele" (2:5). "Não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade. E nisto conheceremos que somos da verdade" (3:18-9). Acaso não está claro?
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Dois sinais claros da autenticidade de seu cristianismo - Jonathan Edwards



O apóstolo Pedro diz, sobre a relação entre cristãos e Cristo: "a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória." (1Ped. 1:8).Como os versículos anteriores deixam claro, os crentes a quem Pedro escreveu sofriam perseguição. Aqui, ele observa como seu cristianismo os afetou durante essas perseguições. Ele menciona dois sinais claros da autenticidade de seu cristianismo.


(i) - Amor por Cristo. "A quem, não havendo visto, amais." Os que não eram cristãos maravilhavam-se da prontidão dos cristãos em se expor a tais sofrimentos, renunciando às alegrias e confortos deste mundo. Para seus vizinhos incrédulos, estes cristãos pareciam loucos; pareciam agir como se detestassem a si mesmos. Os incrédulos não viam nenhuma fonte de inspiração para tal sofrimento. De fato, os cristãos não viam coisa alguma com seus olhos físicos. Amavam alguém a quem não podiam ver! Amavam a Jesus Cristo, pois viam-nO espiritualmente, mesmo sem poder vê-lO fisicamente.


(ii) - Alegria em Cristo. Embora seu sofrimento exterior fosse terrível, suas alegrias espirituais internas eram maiores que seus sofrimentos. Essas alegrias os fortaleciam, possibilitando que sofressem alegremente.


Pedro nota duas coisas sobre essa alegria. Primeiro, ele nos fala da origem dela. Ela resultou da fé. "Não vendo agora, mas crendo, exultais."


Segundo, ele descreve a natureza dessa alegria: "alegria indizível e cheia de glória." Era alegria indizível, por ser tão diferente das alegrias do mundo. Era pura e celeste; não havia palavras para descrever sua excelência e doçura. Era também inexprimível quanto à sua extensão, pois Deus havia derramado tão livremente essa alegria sobre Seu povo sofredor.

Depois, Pedro descreve essa alegria como sendo "cheia de glória." Essa alegria enchia as mentes dos cristãos, ao que parecia, com um brilho glorioso. Não corrompia a mente, como fazem muitas alegrias mundanas; pelo contrário, deu-lhe glória e dignidade. Os cristãos sofredores partilhavam das alegrias celestes. Essa alegria enchia suas mentes com a luz da glória de Deus, fazendo-os brilhar com aquela glória.


A doutrina que Pedro nos está ensinando é a seguinte: A RELIGIÃO VERDADEIRA CONSISTE PRINCIPALMENTE EM AFEIÇÕES SANTAS.


Pedro destaca as emoções espirituais de amor e alegria quando descreve a experiência desses cristãos. Lembrem-se que ele está falando sobre fiéis que estavam sendo perseguidos.


Seu sofrimento purificava sua fé, resultando em que "redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (v.7). Estavam, assim, em condição espiritualmente saudável, e Pedro ressalta seu amor e alegria como evidência de sua saúde espiritual.
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O Rei eterno, imortal, invisível. – Jonathan Edwards (1703-1758)



Quando estamos ausentes de nossos queridos amigos, eles nos estão fora de vista, mas quando estamos com eles, temos a oportunidade e satisfação de vê-los. Enquanto os santos estão no corpo e ausentes do Senhor, sob vários aspectos Ele está fora de nossa vista. "o qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso" (1 Pe 1.8). Eles têm neste mundo uma visão espiritual de Cristo, mas vêem "por espelho em enigma' e com grandes interrupções; mas no céu eles o vêem "face a face". São bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.


A visão beatífica que eles têm de Deus está em Cristo, que é o brilho ou fulgência da glória de Deus, pela qual sua glória brilha no céu, à vista dos santos e anjos lá como também aqui na terra. Este é o Sol da Justiça, que não só é a luz deste mundo, mas também o sol que ilumina a Jerusalém celestial, por cujos raios luminosos a glória de Deus brilha, para a iluminação e felicidade de todos os habitantes gloriosos. "A glória de Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâmpada" (Ap 21.23)- Ninguém vê Deus Pai imediatamente. Ele é o Rei eterno, imortal, invisível. Cristo é a imagem desse Deus invisível pela qual Ele é visto por todas as criaturas eleitas. O Filho unigênito que está no seio do Pai, Ele o declarou e o manifestou.



Ninguém jamais viu o Pai, somente o Filho; e ninguém mais vê o Pai de outro modo senão pela revelação que o Filho faz dEle. No céu, os espíritos dos justos tornados perfeitos o vêem como Ele é. Eles vêem a sua glória. Eles vêem a glória de sua natureza divina, que consiste em toda a glória da deidade, a beleza de todas as suas perfeições; sua grande majestade e poder Todo-poderoso; sua sabedoria, santidade e graça infinitas. Eles vêem a beleza de sua natureza humana glorificada e a glória que o Pai lhe deu, como Deus-Homem e Mediador.


Para este fim, Jesus desejou que os santos estivessem com Ele, para que vissem sua glória. Quando a alma do santo deixa o corpo para ir estar com Cristo, ela vê a glória da obra de Redenção que "os anjos desejam bem atentar". Os santos no céu têm a visão mais clara da profundidade insondável da sabedoria e conhecimento de Deus e das demonstrações mais brilhantes da pureza e santidade de Deus que aparecem nessa obra. Eles vêem de uma maneira muito mais clara que os santos aqui "qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento" (Ef 3-18,19). Assim como eles vêem as riquezas e glória indizíveis da graça de Deus, eles entendem claramente o amor eterno e imensurável de Cristo por eles em particular.


Em resumo, eles vêem tudo em Cristo, o que tende a acender e satisfazer o amor da maneira mais clara e gloriosa, sem escuridão ou ilusão, sem impedimento ou interrupção. Agora os santos, enquanto no corpo, vêem um pouco da glória e amor de Cristo; como nós, no alvorecer da manhã, vemos um pouco da luz refletida do sol misturada com a escuridão. Mas quando separados do corpo, eles vêem o Redentor glorioso e amoroso, assim como vemos o sol quando está acima do horizonte, pelos seus raios diretos num hemisfério claro e com dia perfeito.
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Felicidade é louvar, agradecer, amar e servi-Lo - Jonathan Edwards



Edwards herdou uma controvérsia entre os eruditos: o objetivo de Deus na criação era a sua própria glória, como sustentava a teologia Reformada, ou a felicidade do homem, como pensam os arminianos e os deístas? Em sua Dissertation on the Endfor Which God Created the World [Dissertação sobre o fim para o qual Deus criou o mundo], publicada postumamente, Edwards resolveu essa questão com brilho surpreendente. Como seu filho, Jonathan Edwards Jr., disse:

Foi dito que, como Deus é um ser benevolente... não podia deixar de formar criaturas com o propósito de torná-las felizes. Muitas passagens das Escrituras foram citadas em apoio a esta opinião. Por outro lado, numerosas e bastante explícitas declarações das Escrituras foram produzidas para provar que Deus fez todas as coisas para sua própria glória. Edwards foi o primeiro que mostrou claramente que ambas foram o fim último da criação... e que elas são realmente uma e a mesma coisa.

Com isso, Edwards amarrou o seu caso, examinando o uso bíblico da palavra "glória" (hebraico: kabod; grego, LXX e NT: doxa). Tendo declarado corretamente que kabod etimologicamente significa "peso, grandeza, abundância" e no uso geral transmite a ideia de "Deus em plenitude", Edwards fez a seguinte análise do uso do termo:

As vezes é usado para significar o que é interno, inerente, ou está na posse de alguém [ou seja, a glória que pertence a outra pessoa]: às vezes refere-se à emanação, exposição, ou à comunicação dessa glória interna [ou seja, a glória que aparece para alguém] e às vezes, ao conhecimento ou à percepção dessas [comunicações], naqueles a quem a exposição ou comunicação é feita [ou seja, a glória que é vista, ou discernida por alguém]; ou, à expressão desse conhecimento, sentido, ou efeito [a glória que é  a alguém, por louvor e gratidão em alegria e amor].

E a conclusão que ele oferece, com base em ambos os textos bíblicos que falam de glória e de glorificar dessas quatro maneiras distintas, embora ligadas, e também o argumento analítico em torno dessa exegese, é que a glória interna e intrínseca de Deus consiste em seu conhecimento (onisciência com sabedoria), além de sua santidade (o amor virtuoso espontâneo, ligado ao ódio ao pecado), mais a sua alegria (felicidade suprema sem fim) e que sua glória (sábia, santa, feliz e amorosa) flui dele como a água de um chafariz, na espontaneidade do amor (graça), em primeiro lugar na criação e na redenção, sendo que ambas são tão definidas para nós a ponto de suscitar o louvor; e que, em respondermos glorificando a Deus, dirigidos pelo Espírito Santo, Deus glorifica e satisfaz a si mesmo, alcançando o que era seu propósito desde o início.


O fim principal do homem, como a famosa primeira resposta do Breve Catecismo de Westminster expõe memoravelmente, é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Deus nos fez de tal modo que em louvar, agradecer, amar e servi-lo, atingimos a nossa própria felicidade suprema e satisfação em Deus que de outro modo não teríamos e não poderíamos fazer. Atingimos a nossa maior alegria em Deus e em glorificá-lo supremamente, e glorificá-lo em desfrutá-lo. Na verdade, desfrutamos mais dele quando o glorificamos mais, e vice-versa. E a finalidade única, embora complexa de Deus, agora na redenção como foi na criação, é a sua própria felicidade e alegria dentro e por meio de nós. Seu grande objetivo aqui e agora é glorificar a si mesmo mediante glorificar e ser glorificado por seres humanos racionais que, apesar da natureza caída, chegam à fé salvadora em Jesus Cristo. Assim, a emanação (saída) da glória divina na forma de resultados da ação criadora e redentora de reemanaçao (retorno do fluir) da glória de Deus na forma de devoção e celebração. E assim o objetivo de Deus para si próprio (Pai, Filho e Espírito Santo, o "eles" que são "ele" dentro da unidade trina), a meta que inclui a sua meta para toda a humanidade cristã, é obtido por meio de um processo isoladamente unitário, que é contínuo e interminável em si.

A imensidão inimaginável desse sequenciamento recíproco, que é na verdade a finalidade para a qual Deus criou o mundo, só pode ser indicada de forma leiga e analógica (para usar um par de termos não-edwardeanos). Isso é feito por nós de uma maneira normativa em Apocalipse 21, e C. S. Lewis de modo mais eficaz fez no fim de sua história de Nárnia, A Ultima Batalha, em que as crianças foram levadas por um acidente ferroviário à Nárnia real, que será a casa delas para sempre. As frases-chave são estas:

Então Aslan [o leão como Cristo] se virou para eles e disse:
"Vocês ainda não estão tão felizes quanto eu almejei que vocês sejam... todos vocês estão (como vocês costumavam chamar na Terra das Sombras) mortos. A temporada acabou, as férias já começaram. O sonho acabou. Esta é a manhã".
... Nós podemos mui verdadeiramente dizer que todos eles viveram felizes para sempre. Mas para eles era apenas o começo da história real. Toda a vida deles neste mundo e todas as suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a página de título: agora, finalmente, eles estavam começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na terra leu, que dura para sempre, em que cada capítulo é melhor que o anterior.

Isso captura exatamente, em termos míticos-parabólicos, o ponto que Edwards, na sua forma mais prosaica, estava preocupado em demonstrar. Amy Plantinga Pauw o resume assim:

Porque "o céu é um estado progressivo", a alegria celeste dos santos, e até mesmo do Deus trino, continuará aumentando para sempre... Os santos podem esperar uma expansão infinita de seu conhecimento e amor de Deus, como suas capacidades são aumentadas por aquilo que eles recebem... não há limite intrínseco à sua alegria no céu... Como os santos continuam a aumentar em conhecimento e amor de Deus, Deus recebe mais e mais glória. Esta reciprocidade celeste nunca cessará, porque a glória que Deus merece é infinita, e a capacidade dos santos de perceber a glória de Deus e louvá-lo está sempre aumentando.

Aqui está, finalmente, como o próprio Edwards, em sua forma bastante mais séria e abstrata, resume o assunto ("criatura" no que se segue é o crente):

E embora a emanação da plenitude de Deus destinada na criação tenha a criatura como seu objeto, e a criatura seja o tema da plenitude comunicada, o bem da criatura, isso não implica necessariamente que fazendo assim Deus não fez a sua finalidade em si mesmo. Vem a ser a mesma coisa. O apreço de Deus pelo bem da criatura, e seu apreço por si mesmo, não é uma matéria dividida, mas ambos estão unidos num só, como a felicidade almejada para a criatura visa a felicidade na união consigo mesmo... Quanto maior a felicidade maior a união... E como a felicidade, aumentará até a eternidade, a união vai se tornar [p.ex., estreitamente ligada] cada vez mais rigorosa e perfeita; mais e mais parecido ao que existe entre Deus Pai e o Filho, que estão tão unidos, que o seu interesse é perfeitamente um... Que a mais perfeita união com Deus seja representada por algo infinito muito acima de nós, e a união eterna dos santos com Deus, por algo que está ascendendo constantemente para uma altura infinita... e que continuará assim, a se mover por toda a eternidade.

A via de duas mãos desse processo incessante, diz Edwards, encarna e manifesta o verdadeiro fim para o qual Deus criou o mundo: a saber, o avanço interminável de sua glória, em união conosco, mediante o infinito avanço da nossa, em união com ele. Aqueles que têm em qualquer medida provado o frescor e a alegria de coração que fluem da fé, amizade e adoração da santa Trindade (ou devo dizer o Único santo ou o Único em três) vão adotar o pensamento de Edwards como uma resposta completa para qualquer fantasia de que o céu cristão seria estático e aborrecido, e olharão para a frente, para a glória aguardada com avidez cada vez maior.
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Jonathan Edwards - A visão fascinada pela glória de Deus!!



"É muitíssimo evidente pelas obras de Deus que o seu conhecimento e poder são infinitos... Sendo assim, infinito em poder e conhecimento, ele também deve ser perfeitamente santo, pois a falta de santidade sempre demonstra algum defeito, alguma cegueira. Onde não há escuridão nem engano, não pode haver falta de santidade... Deus, sendo infinito em poder e conhecimento, deve ser autossuficiente e todo-suficiente; por isso é impossível que ele estivesse sob a tentação de fazer alguma coisa errada, pois não teria uma finalidade em fazê-lo... portanto, Deus é essencialmente santo, e nada é mais impossível de ocorrer do que ele falhar".


Quando Jonathan Edwards se aquietou e reconheceu que Deus é Deus, a visão diante de seus olhos foi a de um Deus absolutamente soberano, autossuficiente em si mesmo e suficiente para suas criaturas, infinito em santidade e, portanto, perfeitamente glorioso, ou seja, infinitamente belo em toda a sua perfeição. As ações de Deus, por isso, nunca são motivadas pela necessidade de suprir as suas deficiências (pois ele não tem nenhuma), mas são sempre motivadas pela paixão de mostrar a sua suficiência gloriosa (que é infinita). Ele faz tudo o que faz - absolutamente tudo — a fim de mostrar sua glória.


Logo, o nosso dever e privilégio é conformar-nos com o propósito divino na criação, na História e na redenção, ou seja, refletir o valor da glória de Deus, pensar, sentir e fazer tudo o que for preciso para engrandecer o nosso Deus. Nossa razão de ser, a nossa vocação, nossa alegria é a de tornar a glória de Deus visível. Edwards escreve:


"Tudo aquilo que é mencionado nas Escrituras como a finalidade última das obras de Deus está incluído em uma única frase, a glória de Deus... O esplendor brilha sobre e na criatura, e é refletido de volta para a luminária. Os raios de glória vêm de Deus, são algo de Deus e são reintegrados de volta à sua origem. Assim que a totalidade é de Deus e em Deus, e para Deus, e Deus é o começo, meio e fim neste caso".


Esta é a essência da visão fascinada pela glória de Deus que Edwards possuía a respeito de todas as coisas! Deus é o princípio, o meio e o fim de todas as coisas. Nada existe sem que tivesse sido criado por ele. Nada subsiste sem a sustentação da sua Palavra. Tudo tem a razão de sua existência nele. Portanto, nada pode ser entendido à parte dele, e qualquer entendimento de qualquer coisa que o exclua são compreensões superficiais, pois deixam de fora a realidade mais importante do universo. Hoje, mal podemos começar a sentir quanto nos tornamos ignorantes de Deus, porque ele é o próprio ar que respiramos.


E por isso que eu digo que a visão fascinada pela glória de Deus que Edwards possuía a respeito de todas as coisas não somente é rara, mas também necessária. Se não partilharmos dessa visão, não nos uniremos conscientemente a Deus na finalidade para a qual ele criou o universo. E se não nos juntarmos a Deus em avançar seu objetivo para o universo, então desperdiçaremos as nossas vidas e seremos opositores do nosso Criador.




Por John Piper
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Glorificar a Deus ao Desfrutá-lo para Sempre - Jonathan Edwards (1703-1758)




Assim, pelo fato de prezar infinitamente a própria glória, que consiste do conhecimento de si mesmo, do amor por si mesmo e da complacência [isto é, satisfação, deleite] e alegria em si mesmo, ele prezou a imagem, a transmissão ou a participação dessas coisas na criatura...




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Uma Fonte Espiritual, Sobrenatural e Divina - Jonathan Edwards




As verdadeiras afeições não podem ser produzidas por qualquer esforço humano. Em primeiro lugar, elas procedem de uma fonte espiritual, argumenta Edwards. Como se deve entender esse conceito? A palavra "espiritual" não é usada em referência à parte imaterial e incorpórea do ser humano, mas para expressar o relacionamento com o Espírito de Deus. E através dessa relação "que pessoas ou coisas são denominadas espirituais no Novo Testamento". Uma evidência bíblica desse fato está em 1 Coríntios 2.13-15: "Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém".

Paulo estabelece uma antítese entre o homem natural e o homem espiritual. Aquele não tem o Espírito. Por outro lado, este tem o Espírito Santo habitando em si, concedendo-lhe uma nova natureza, uma "fonte divina e sobrenatural de vida e ação".

Em segundo lugar, a partir dessa habitação sobrenatural e divina do Espírito um novo princípio e uma nova natureza são comunicados ao homem. Aqueles que têm essa experiência tornam-se participantes da natureza divina. O testemunho de Pedro em sua segunda epístola é o seguinte: "... pelas quais [a glória e a virtude de Deus] nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo" (2Pe 1.4). Não é possível escapar da corrupção do mundo através dos esforços humanos. Somente aqueles que participam da natureza divina são capazes de enfrentar e vencer esse difícil desafio. Participar da natureza de Deus não deve ser entendido no sentido de tomar parte da essência de Deus, mas de ser feitos participantes da plenitude de Deus (Ef 3.17-19). Desfrutar a natureza do Espírito é partilhar do amor de Deus (ljo 4.12,15,16), da comunhão íntima com Deus (Jo 17.21) e da santidade de Deus (Hb 12.10), entre outros privilégios. Esses novos princípios de natureza concedidos pelo Espírito à mente das pessoas, diz Edwards, são "inteiramente diferentes... de tudo o que as suas mentes experimentaram antes que elas fossem santificadas". Consideremos um exemplo simples, o amor de alguém por sua família. Antes de ter uma nova natureza, a pessoa ama a sua família por razões pessoais e meramente terrenas. Mas quando o Espírito concede uma nova natureza, são acrescentadas novas razões para amar a família. Por exemplo, manifestar amor por Deus e o desejo de dar testemunho da glória de Deus.

Deve-se observar que o Espírito pode atuar sobre a mente de homens naturais. Mas quando o faz, a fim de cumprir os propósitos de Deus, ele somente "move, imprime, auxilia, aperfeiçoa ou de algum modo atua sobre princípios naturais, mas não concede nenhum novo princípio espiritual". Conforme vimos, Balaão é um claro exemplo desse fatp. O Espírito atuou sobre a sua mente, movendo, impressionando e assistindo sem conceder qualquer princípio espiritual novo. Semelhantemente, quando o Espírito aperfeiçoou as habilidades naturais de Bezalel e Aoliabe como artesãos (Êxodo 31), ele não estava lhes concedendo um princípio espiritual.

Uma vez mais, Edwards lembra que essa nova fonte espiritual, sobrenatural e divina que opera no coração do homem não deve ser confundida com meras impressões sobre a imaginação. Ouvir alguma voz, ter alguma visão, ter passagens bíblicas trazidas à mente e ter alguma revelação de fatos secretos são experiências que não garantem a regeneração. Elas não podem ser identificadas com a nova percepção que descrevemos anteriormente. Edwards demonstra a sua preocupação de que algumas experiências externas possam ser consideradas evidências de verdadeira conversão e novamente as discute. Ele torna a enfatizar que ideias externas ou aparências exteriores imaginadas podem ser facilmente suscitadas pelo diabo, não consistindo em uma evidência confiável de regeneração. Portanto, não se deve confiar nessas impressões da mente. Elas não são um fundamento estável para a fé.

A verdadeira experiência espiritual vem da atuação interna do Espírito sobre a alma, ao deixar nesta a sua marca divina estampada. Conforme Edwards declara:

E este santo selo ou imagem impressa... estampada pelo Espírito nos filhos de Deus, é a sua própria imagem. Essa é a evidência pela qual se conhece que eles são filhos de Deus, o fato de que eles têm a imagem de seu Pai estampada sobre seus corações pelo Espírito de adoção.

Essas comunicações vitais e essa habitação interior do Espírito não diferem essencialmente daquelas que os santos desfrutam no céu. A diferença não está na qualidade, mas na quantidade. Afinal, estamos sob a influência do mesmo Espírito. Edwards registra esse argumento, declarando:

É através das comunicações vitais e da habitação interna do Espírito que os santos têm toda a sua luz, vida, santidade, beleza e alegria no céu; e é através das comunicações vitais e da habitação do mesmo Espírito que os santos têm toda a luz, vida, santidade, beleza e conforto sobre a terra, somente que comunicadas em menor medida.

Esse conceito é um precioso indício em nosso esforço de discernir as características de um genuíno avivamento. Se não existe nenhuma diferença essencial entre as comunicações terrenas e celestiais do Espírito às almas dos santos, é de se esperar que tais comunicações do Espírito Santo como luz, beleza, santidade e alegria afetem positivamente a vida diária.

Por Luiz R. F. de Mattos 
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Por que precisamos de Jonathan Edwards




Jonathan Edwards possuía um discernimento profundo dessa situação diretamente ligada à ausência do teocentrismo: "Um dos grandes motivos pelos quais os pontos especulativos [da doutrina] são considerados tão irrelevantes é o fato de que a religião moderna consiste de pouco respeito pelo Ser divino e quase inteiramente da benevolência em relação aos homens'. Em outras palavras, a enfermidade que precisa ser curada é o principal empecilho para a cura...





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