Páginas

Todo homem nasce mau! - Jonathan Edwards (1703-1758)





Uma faceta interessante da defesa de Edwards da visão clássica da queda e do pecado original é a sua tentativa de mostrar que mesmo se a Bíblia fosse silenciosa sobre o assunto, essa doutrina seria demonstrada pela evidência da razão natural. Uma vez que os fenômenos da história humana demonstram que o pecado é uma realidade universal, deveríamos buscar uma explicação para essa realidade. Em termos simples, a questão é: Por que todas as pessoas pecam?



Ler Mais

Por que Deus se deleita em ser louvado? – Jonathan Edwards (1703-1758)



Se louvar a Deus é algo excelente, Deus estaria errado em não se deleitar com o louvor


Se a excelência e a glória de Deus são dignas de ser altamente estimadas e desfrutadas por ele, a estima de tais atributos por outros é digna de sua deferência, uma vez que se trata de uma consequência necessária.


A fim de deixar isso claro, devemos considerar o que acontece no caso da deferência para com as qualidades excelentes de outrem. Se temos em alta estima as virtudes e excelências de um amigo, devemos, na mesma medida, aprovar a estima de outros por ele e desaprovar o desprezo de outros por ele. Se essas virtudes são verdadeiramente preciosas, também são dignas de que aprovemos a estima de outros e desaprovemos o desprezo de outros.


O mesmo se aplica às próprias qualidades e aos próprios atributos de qualquer ser. Se ele os tem em alta estima e se deleita grandemente neles terá, natural e necessariamente, grande prazer em vê-los ser estimados por outros e grande desprazer em vê-los ser desprezados por outros. E, se os atributos são dignos da mais alta estima pelo ser que os possui, a estima desses atributos por outros também é digna de aprovação e respeito proporcionais.


Desejo que levemos em consideração se é inapropriado Deus se desagradar do desprezo de outros para com ele. Em caso negativo, sendo antes conveniente e apropriado que ele se desagrade do desprezo, os mesmos motivos justificam que ele se agrade com a estima, a honra e o amor verdadeiro para com ele.


Também poderíamos esclarecer a questão considerando o que é adequado aprovar e estimar em qualquer sociedade pública à qual pertencemos; por exemplo, o nosso país. Convém amar o nosso país e, portanto, estimar a sua honra legítima. Então, assim como convém estimar e desejar para um amigo e assim como convém desejar e buscar para uma comunidade, também convém a Deus estimar e buscar para si mesmo; ou seja, tomemos por base a suposição de que convém a Deus amar-se do mesmo modo como convém aos homens amar um amigo ou uma sociedade.
Ler Mais

Leia a Bíblia "contra" você! – Jonathan Edwards (1703-1758)




Sempre una a auto-reflexão com a leitura e o ouvir da Palavra de Deus. Quando você ler a Bíblia ou ouvir sermões, reflita e compare os seus caminhos com o que você leu ou ouviu. Pondere que harmonia ou desarmonia existe entre a Palavra e os seus caminhos. A Bíblia testifica contra todo tipo de pecado e tem direções para qualquer responsabilidade espiritual, como escreveu Paulo: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2Tm 3.16,17; ênfase acrescentada). Portanto, quando ler os mandamentos dados por Cristo e seus apóstolos, pergunte-se: Vivo de acordo com essas regras? Ou vivo de maneira contrária a elas?



Quando ler histórias da Bíblia sobre os pecados e sobre os culpados, faça uma auto-reflexão enquanto avança na leitura. Pergunte a si mesmo se é culpado de pecados semelhantes. Quando ler como Deus reprovou o pecado de outros e executou julgamentos por seus pecados, questione se você merece punição semelhante. Quando ler os exemplos de Cristo e dos santos, questione se você vive de maneira contrária aos seus exemplos. Quando ler sobre como Deus louvou e recompensou seu povo pelas suas virtudes e boas obras, pergunte se você merece a mesma bênção. Faça uso da Palavra como um espelho pelo qual você examina cuidadosamente a si mesmo — e seja um praticante da palavra (Tg 1.23-25).



Poucos são aqueles que fazem como deveriam! Enquanto o ministro testifica contra o pecado, a maioria está ocupada pensando em como os outros falham em estar à altura. Podem ouvir centenas de coisas em sermões que se aplicam adequadamente a eles; mas nunca pensam que o que pregador está falando lhes diz respeito. A mente deles está fixa em outras pessoas para quem a mensagem parece se encaixar, mas eles nunca julgam necessitar dessa pregação.
Ler Mais

Orgulho Espiritual - Jonathan Edwards (1703 - 1758)





Humilhação espiritual é o sentimento que tem o cristão de quanto é insuficiente e detestável, levando-o a rebaixar-se e exaltar somente a Deus. Ao mesmo tempo, há um outro tipo de humilhação que podemos chamar de humilhação legal. Humilhação legal é uma experiência que somente os incrédulos podem ter...





Ler Mais
 
Jonathan Edwards | by ©2010