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No que Consiste a Santidade? Jonathan Edwards


Deus preza a santidade na criatura e a santidade é, em essência, prezar a Deus.

Temos aqui duas coisas para as quais precisamos atentar" em particular...




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A Glória de Deus em Sua Ira e Misericórdia – Jonathan Edwards


[A glória de Deus é o fim supremo do governo moral de Deus em ira e misericórdia]

As Escrituras nos levam a supor que a glória de Deus é o seu fim último no governo moral do mundo em geral. Esse fato foi demonstrado anteriormente em relação a várias coisas que dizem respeito ao governo moral de Deus no mundo, particularmente na obra de redenção, a maior de todas as dispensações no governo moral do mundo. Também o observei, em relação ao dever que Deus determina para os súditos desse governo moral, ao exigir que busquem a glória divina como o seu fim último. Esse é, na verdade, o fim último da bondade moral que lhes é requerida, o fim que confere à sua bondade moral o valor principal. E, também, é o que a pessoa que Deus colocou como cabeça do mundo moral, como o seu principal governante, ou seja, Jesus Cristo, busca como o seu fim maior. Foi mostrado, ainda, que é o fim maior dessa parte do mundo moral onde os agentes bons são criados ou têm sua existência como tal.

Devo observar agora que esse é o fim para o qual foram estabelecidas a adoração pública e as ordenações de Deus à humanidade.

Ageu 1.8: "Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; dela me agradarei e serei glorificado, diz o SENHOR". A glória de Deus é referida como o fim para o qual Deus fez e cumpriu suas promessas de recompensa. 2 Coríntios 1.20: "Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus".

É referida também como o fim da execução das ameaças de Deus de castigar o pecado. Números 14.20,21,22,23. "Segundo a tua palavra, eu lhe perdoei. Porém, tão certo como eu vivo, e como toda a terra se encherá da glória do SENHOR". A glória do Senhor é citada claramente nessa passagem como o objeto de sua deferência, como o seu fim transcendente e último, no qual, portanto, não poderia falhar; devendo, antes, ser cumprido em todo lugar, em todos os casos e em todas as partes do seu domínio, a despeito do que sucedesse aos homens. E, em qualquer mitigação dos julgamentos merecidos, em qualquer mudança feita no curso da ação divina em decorrência de sua compaixão pelos pecadores, o fim visado sempre foi a glória de Deus que, no seu caráter supremo e último, não deve em momento algum dar lugar a qualquer coisa.

É dito que esse é o fim visado por Deus ao executar os julgamentos sobre seus inimigos neste mundo. Êxodo 14.17,18: "serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército", etc; Ezequiel 28.22: "Assim diz o SENHOR Deus: Eis-me contra ti, ó Sidom, e serei glorificado no meio de ti; saberão que eu sou o SENHOR, quando nela executar juízos e nela me santificar". E também Ezequiel 39.13: "Sim, todo o povo da terra os sepultará; ser-lhes-á memorável o dia em que eu for glorificado, diz o SENHOR Deus".

É dito também que esse é o fim tanto das execuções da ira quanto dos exercícios gloriosos de misericórdia, na infelicidade e na felicidade em outro mundo. Romanos 9.22,23: "Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão". E é dito que esse é o fim visado no dia do julgamento, o momento determinado para os maiores exercícios da autoridade de Deus como Governante moral do mundo e, por assim dizer, o dia da consumação do governo moral de Deus, em relação a todos os seus súditos no céu, na terra e no inferno. 2 Tessalonicenses 1.9,10: "Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia". Então, a sua glória será obtida de santos e pecadores. Tomando essas coisas por base, fica claro, de acordo com a quarta proposição, que a glória de Deus é o fim supremo da criação do mundo.
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Seguidores do manso, humilde e crucificado Jesus - Jonathan Edwards


Humildade deve ser definida como um hábito da mente e coração correspondente à nossa comparativa indignidade e vileza diante de Deus, ou um senso de nossa própria miséria à Sua vista, com a disposição de um comportamento que corresponda a isto. E um homem verdadeiramente humilde é consciente da diminuta extensão de seu próprio conhecimento, da grande extensão de sua ignorância e da insignificante extensão de seu entendimento comparado com o entendimento de Deus. Ele é consciente de sua fraqueza, de quão pequena sua força é, e de quão pouco ele é capaz de fazer. Ele é consciente de sua distância natural de Deus, de sua dependência dEle, da insuficiência de seu próprio poder e sabedoria; e de que é pelo poder de Deus que ele é sustentado e guardado; e de que ele necessita da sabedoria de Deus para lhe conduzir e guiar, e de Seu poder para capacitá-lo a fazer o que ele deve fazer para Ele.

A humildade tende a nos prevenir de um comportamento ambicioso e pretensioso diante dos homens. O homem que está sob a influência de um espírito humilde está satisfeito com a posição que Deus lhe deu entre os homens, e não está ávido por honra, e nem é atingido com o desejo de ser o mais brilhante e de se exaltar acima de seus vizinhos. A humildade também tende a nos prevenir de um comportamento arrogante e insolente. Pelo contrário, a humildade dispõe uma pessoa a um comportamento condescendente de mansidão e insignificância e a uma submissão cortês e afável, como sendo consciente de sua própria fraqueza e depreciabilidade diante de Deus.

Se nós, então, nos consideramos seguidores do manso e humilde e crucificado Jesus, andaremos humildemente diante de Deus e dos homens todos os dias de nossa vida na terra.

Busquemos todos, ardentemente, um espírito humilde, e nos esforcemos para sermos humildes em todo nosso comportamento diante de Deus e dos homens. Busque por um profundo e permanente senso de sua miséria diante de Deus e dos homens. Conheça a Deus. Confesse sua nulidade e desgraça diante dEle. Desconfie de si mesmo. Conte somente com Deus. Renuncie toda glória, exceto dEle. Renda-se à Sua vontade e serviço. Evite um comportamento pretensioso, ambicioso, ostentoso, insolente, arrogante, desdenhoso, teimoso, impetuoso e auto-justificador; e aspire mais e mais do espírito humilde que Cristo manifestou quando Ele esteve na terra. Humildade é o traço mais essencial e distinguidor em toda verdadeira piedade.

Ardentemente procure então, e diligentemente e em oração cultive um espírito humilde, e Deus andará com você aqui embaixo; e quando uns poucos dias tiverem passado, Ele o receberá às honras concedidas ao Seu povo à destra de Cristo.
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Jonathan Edwards | by ©2010