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A Tirania do Amor-próprio - Jonathan Edwards (1703-1758)






A ruína que a Queda provocou na alma do homem consiste, em grande parte, no fato de que ele perdeu os princípios mais nobres e amplos, sendo subjugado inteiramente pelo governo do amor-próprio ...




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O que os outros dizem de você? - Jonathan Edwards (1703-1758)




Considere o que outros podem dizer sobre você. Embora as pessoas estejam cegas quanto às suas próprias faltas, facilmente descobrem os erros dos outros – e consideram-se aptas o suficiente para falar deles. Algumas vezes, as pessoas vivem de maneiras que absolutamente não são adequadas, porém estão cegas para si mesmas. Não vêem seus próprios fracassos, embora os erros dos outros lhes sejam perfeitamente claros e evidentes. Elas mesmas não vêem suas falhas; quanto às dos outros, não podem fechar os olhos ou evitar ver em que falharam.




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A Natureza enganosa do Pecado - Jonathan Edwards (1703-1758)





Nosso problema em reconhecer se há em nós algum caminho mau não é por falta da luz externa. Certamente Deus não falhou em nos dizer clara e abundantemente quais são os maus caminhos. Ele nos deu mandamentos mais do que suficientes que mostram o que deveríamos e o que não deveríamos fazer; e eles estão claramente colocados diante de nós na sua Palavra. Então, nossa dificuldade em conhecer nosso próprio coração não é pelo fato de nos faltarem normas adequadas.



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A Tirania do Amor-próprio - Jonathan Edwards (1703-1758)




A ruína que a Queda provocou na alma do homem consiste, em grande parte, no fato de que ele perdeu os princípios mais nobres e amplos, sendo subjugado inteiramente pelo governo do amor-próprio ...



Logo depois da Queda, a mente do homem se reduziu em relação à sua grandeza e extensão primitivas, tornando-se extremamente pequena e limitada ... enquanto, em outros tempos, sua alma se encontrava sob o governo do princípio nobre do amor divino pelo qual era, por assim dizer, expandida para ter um tipo de compreensão de todas as outras criaturas; e não apenas isso, mas também ... estendida até o Criador, e dispersada amplamente naquele oceano infinito ...



Porém, assim que foi cometida a transgressão, esses princípios nobres se perderam imediatamente e toda a amplitude excelente da alma humana desapareceu e, daí por diante, se reduziu até um ponto minúsculo, limitado e preso em si mesmo, excluindo todo o resto. Deus foi abandonado, as outras criaturas foram abandonadas e o homem se retraiu e passou a ser inteiramente governado por princípios restritos e egoístas. O amor-próprio se tornou o senhor absoluto de sua alma, depois que os princípios mais nobres e espirituais pressentiram o perigo e fugiram.
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Todo homem nasce mau! - Jonathan Edwards (1703-1758)





Uma faceta interessante da defesa de Edwards da visão clássica da queda e do pecado original é a sua tentativa de mostrar que mesmo se a Bíblia fosse silenciosa sobre o assunto, essa doutrina seria demonstrada pela evidência da razão natural. Uma vez que os fenômenos da história humana demonstram que o pecado é uma realidade universal, deveríamos buscar uma explicação para essa realidade. Em termos simples, a questão é: Por que todas as pessoas pecam?



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Por que Deus se deleita em ser louvado? – Jonathan Edwards (1703-1758)



Se louvar a Deus é algo excelente, Deus estaria errado em não se deleitar com o louvor


Se a excelência e a glória de Deus são dignas de ser altamente estimadas e desfrutadas por ele, a estima de tais atributos por outros é digna de sua deferência, uma vez que se trata de uma consequência necessária.


A fim de deixar isso claro, devemos considerar o que acontece no caso da deferência para com as qualidades excelentes de outrem. Se temos em alta estima as virtudes e excelências de um amigo, devemos, na mesma medida, aprovar a estima de outros por ele e desaprovar o desprezo de outros por ele. Se essas virtudes são verdadeiramente preciosas, também são dignas de que aprovemos a estima de outros e desaprovemos o desprezo de outros.


O mesmo se aplica às próprias qualidades e aos próprios atributos de qualquer ser. Se ele os tem em alta estima e se deleita grandemente neles terá, natural e necessariamente, grande prazer em vê-los ser estimados por outros e grande desprazer em vê-los ser desprezados por outros. E, se os atributos são dignos da mais alta estima pelo ser que os possui, a estima desses atributos por outros também é digna de aprovação e respeito proporcionais.


Desejo que levemos em consideração se é inapropriado Deus se desagradar do desprezo de outros para com ele. Em caso negativo, sendo antes conveniente e apropriado que ele se desagrade do desprezo, os mesmos motivos justificam que ele se agrade com a estima, a honra e o amor verdadeiro para com ele.


Também poderíamos esclarecer a questão considerando o que é adequado aprovar e estimar em qualquer sociedade pública à qual pertencemos; por exemplo, o nosso país. Convém amar o nosso país e, portanto, estimar a sua honra legítima. Então, assim como convém estimar e desejar para um amigo e assim como convém desejar e buscar para uma comunidade, também convém a Deus estimar e buscar para si mesmo; ou seja, tomemos por base a suposição de que convém a Deus amar-se do mesmo modo como convém aos homens amar um amigo ou uma sociedade.
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Leia a Bíblia "contra" você! – Jonathan Edwards (1703-1758)




Sempre una a auto-reflexão com a leitura e o ouvir da Palavra de Deus. Quando você ler a Bíblia ou ouvir sermões, reflita e compare os seus caminhos com o que você leu ou ouviu. Pondere que harmonia ou desarmonia existe entre a Palavra e os seus caminhos. A Bíblia testifica contra todo tipo de pecado e tem direções para qualquer responsabilidade espiritual, como escreveu Paulo: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2Tm 3.16,17; ênfase acrescentada). Portanto, quando ler os mandamentos dados por Cristo e seus apóstolos, pergunte-se: Vivo de acordo com essas regras? Ou vivo de maneira contrária a elas?



Quando ler histórias da Bíblia sobre os pecados e sobre os culpados, faça uma auto-reflexão enquanto avança na leitura. Pergunte a si mesmo se é culpado de pecados semelhantes. Quando ler como Deus reprovou o pecado de outros e executou julgamentos por seus pecados, questione se você merece punição semelhante. Quando ler os exemplos de Cristo e dos santos, questione se você vive de maneira contrária aos seus exemplos. Quando ler sobre como Deus louvou e recompensou seu povo pelas suas virtudes e boas obras, pergunte se você merece a mesma bênção. Faça uso da Palavra como um espelho pelo qual você examina cuidadosamente a si mesmo — e seja um praticante da palavra (Tg 1.23-25).



Poucos são aqueles que fazem como deveriam! Enquanto o ministro testifica contra o pecado, a maioria está ocupada pensando em como os outros falham em estar à altura. Podem ouvir centenas de coisas em sermões que se aplicam adequadamente a eles; mas nunca pensam que o que pregador está falando lhes diz respeito. A mente deles está fixa em outras pessoas para quem a mensagem parece se encaixar, mas eles nunca julgam necessitar dessa pregação.
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Orgulho Espiritual - Jonathan Edwards (1703 - 1758)





Humilhação espiritual é o sentimento que tem o cristão de quanto é insuficiente e detestável, levando-o a rebaixar-se e exaltar somente a Deus. Ao mesmo tempo, há um outro tipo de humilhação que podemos chamar de humilhação legal. Humilhação legal é uma experiência que somente os incrédulos podem ter...





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A plenitude da bondade e da graça de Deus – Jonathan Edwards (1703-1758)



O termo glória, aplicado a Deus ou a Cristo, tem, por vezes, o significado claro de comunicação da plenitude de Deus e apresenta um sentido praticamente equivalente ao da bondade e da graça abundantes de Deus. É o caso em Efésios 3.16: "para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior". A oração "segundo a riqueza da sua glória" é, sem dúvida alguma, equivalente àquela que aparece nessa mesma epístola, no capítulo 1.7: ("segundo a riqueza da sua graça") e no capítulo 2.7: ("a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus"). O termo glória é usado do mesmo modo em Filipenses 4.19: "E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades". Romanos 9.23: "A fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão". Nesse versículo e nos anteriores, o apóstolo fala de como Deus revelou duas coisas: sua grande ira e sua abundante graça. A primeira, nos vasos de ira (versículo 22) e a segunda, que ele chama de riquezas da sua glória, nos vasos de misericórdia (versículo 23). Assim, quando Moisés diz: "Rogo-te que me mostres a tua glória", ao conceder o que ele pede, Deus responde, "Farei passar toda a minha bondade diante de ti" (Êx33.18,19).

Convém observar, em particular, o que encontramos em João 12.23-32. As palavras e o comportamento de Cristo, dos quais temos um relato nessa passagem, argumentam a favor de duas coisas.

Que a felicidade e a salvação dos homens foi o fim visado de modo supremo por Cristo nas suas obras e nos seus sofrimentos. As mesmas coisas que observamos anteriormente (Capítulo Dois, Seção Três), com referência à glória de Deus, também podem ser observadas a respeito da salvação dos homens. Ao se aproximar das dificuldades mais extremas da sua incumbência, Cristo se consola com a perspectiva de obter a glória de Deus como o seu fim maior. E, ao mesmo tempo, e exatamente da mesma maneira, a salvação dos homens também é mencionada como o fim dessas obras e desses sofrimentos intensos, que satisfez a sua alma diante da perspectiva de suportar tais coisas (Comparar os vs. 23 e 24; e também 28 e 29;vs.31e32.).


Tendo em vista que a glória de Deus e as emanações e os frutos da sua graça na salvação do homem são referidas por Cristo nessa ocasião exatamente do mesmo modo, seria bastante estranho entender que ele estava falando de duas coisas distintas. A ligação é de tal natureza que as suas palavras subsequentes devem, naturalmente, ser entendidas como exegéticas [isto é, explicativas] em relação ao que ele disse anteriormente. Ele começa falando de sua própria glória e da glória do Pai como o fim maior a ser alcançado por aquilo que ele está prestes a sofrer; então, explica e expande essa idéia naquilo que expressa acerca da salvação dos homens, que será obtida por meio da sua obra. Assim, no versículo 23, ele diz: "É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem". E, no que segue, ele mostra claramente de que maneira seria glorificado, ou em que consistia a sua glória: "Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto".

Assim como muito fruto é a glória da semente, a multidão de remidos, decorrente sua morte, é a sua glória. E, com referência à glória do Pai, vemos no versículo 27: "Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei'.

Cristo foi grandemente consolado pela certeza daquilo que a voz lhe declarou e sua alma até mesmo exultou diante dos seus sofrimentos iminentes. A natureza dessa glória, na qual a alma de Cristo foi de tal modo consolada nessa ocasião, é mostrada claramente nas palavras do próprio Cristo. Quando o povo disse que parecia um trovão e outros disseram que um anjo lhe falara, Cristo lhes explicou o significado da voz, nos versículos 30-32: "Então, explicou Jesus: Não foi por mim que veio esta voz, e sim por vossa causa. Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo". Por meio do comportamento e das palavras do nosso Redentor, nos parece que as expressões de graça divina na santificação e na felicidade dos remidos são, em especial, a glória dele próprio e do seu Pai, a alegria que lhe estava proposta, pela qual ele suportou a cruz e não fez caso da ignomínia [Hb 12.1,2], e que essa glória em especial era o fim do trabalho de sua alma, um fim que, ao ser alcançado, lhe deu satisfação (Is 53.10,11).

Trata-se de uma ideia coerente com o que acabamos de observar acerca de a glória de Deus ser representada com frequência como um resplendor, emanação ou comunicação de luz, a partir de um luminar ou fonte de luz. O que mais pode representar de modo tão natural e apropriado a emanação da glória interna de Deus, ou o fluxo e comunicação abundante da plenitude infinita do bem que há em Deus? A luz é usada com muita frequência nas Escrituras para representar consolo, alegria, felicidade e o bem em geral.

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O que os outros dizem de Você? - Jonathan Edwards



Considere o que outros podem dizer sobre você. Embora as pessoas estejam cegas quando às suas próprias faltas, facilmente descobrem os erros dos outros — e consideram-se aptas o suficientes para falar deles. Algumas vezes, as pessoas vivem de maneiras que absolutamente não são adequadas, porém estão cegas para si mesmas. Não vêem seus próprios fracassos, embora os erros dos outros lhes sejam perfeitamente claros e evidentes. Elas mesmos não vêem suas falhas; quanto às dos outros, não podem fechar os olhos ou evitar ver em que falharam.


Alguns, por exemplo, são inconscientemente muito orgulhosos. Mas o problema aparece notório aos outros. Alguns são muito mundanos ainda que não sejam conscientes disso. Alguns são maliciosos e invejosos. Os outros vêem isso, e para eles lhes parecem verdadeiramente dignos de ódio. Porém, aqueles que têm esses problemas não refletem sobre eles. Não há verdade no seu coração e nem nos seus olhos em tais casos. Assim devemos ouvir o que os outros dizem de nós, observar sobre o que eles nos acusam, atentar para que erro encontram em nós, e com diligência verificar se há algum fundamento nisso.

Se outros nos acusam de orgulhosos, mundanos, maus ou maliciosos — ou nos acusam de qualquer outra condição ou prática maldosa — deveríamos honestamente nos questionar se isso é verdade. A acusação pode nos parecer completamente infundada, e podemos pensar que os motivos ou o espírito do acusador está errado. Porém, a pessoa perspicaz verá isso como uma ocasião para um auto-exame.

Deveríamos especialmente ouvir o que os nossos amigos dizem para nós e sobre nós. É imprudente, bem como não-cristão, tomar isso como ofensa e se ressentir quando os outros apontam nossas falhas. "Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos" (Pv 27.6). Deveríamos nos alegrar que nossas máculas foram identificadas.


Mas, também deveríamos atentar para as coisas sobre as quais os nossos inimigos nos acusam. Se eles nos difamam e nos insultam descaradamente — até mesmo com uma atitude incorreta — deveríamos considerar isso como um motivo para uma reflexão no íntimo, e nos perguntar se há alguma verdade no que está sendo dito. Mesmo se o que for dito é revelado de modo reprovável e injurioso, ainda pode ser que haja alguma verdade nisso. Quando as pessoas criticam outras, mesmo se seus motivos forem errados, provavelmente têm como alvo verdadeiros erros. Na verdade, nossos inimigos provavelmente nos atacam onde somos mais fracos e mais defeituosos; e onde demos mais abertura para a crítica. Tendem a nos atacar onde menos podemos nos defender. Aqueles que nos insultam — embora o façam com um espírito e modos não-cristãos — geralmente identificarão as genuínas áreas onde mais podemos ser achados culpados.


Assim, quando ouvirmos outros falando de nós nas nossas costas, não importa o espírito de crítica, a resposta certa é a auto-reflexão e uma avaliação quanto à verdade da culpa em relação aos erros de que nos acusam. Com certeza essa resposta é mais piedosa do que ficar furioso, revidar ou desprezá-los por terem falado maldosamente. Desse modo talvez tiremos o bem do mal, e esta é a maneira mais certa de derrotar o plano dos nossos inimigos, que nos injuriam e caluniam. Eles fazem isso com motivação errada, querendo nos injuriar. Mas, dessa maneira converteremos isso em nosso próprio favor.


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Há algum tipo de pecado incorporado ao seu estilo de vida? - Jonathan Edwards



As instruções para você auto-examinar-se quanto a algum pecado do qual talvez você não esteja crente já foram dadas. Como estão as coisas na sua vida? Você acha que está vivendo em algum caminho mau? Não estou perguntando se você está livre de pecado. Isso não é o esperado, pois não há quem não peque (lRs 8.46). Mas há algum tipo de pecado incorporado ao seu estilo de vida e prática? Sem dúvida alguns estão limpos nessa questão, alguns "irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor... que guardam as suas prescrições, e o buscam de todo coração; não praticam a iniqüidade e andam nos seus caminhos" (SI 119.1-3).

Permita que sua consciência responda sobre como você vê sua própria vida. Você pratica algum pecado pela força do hábito? Você se deu permissão para isso? Se esse for o caso, considere o seguinte:

Se você tem procurado a salvação e ainda não a encontrou, a razão disso pode ser algum tipo de pecado em sua vida. Talvez tenha se perguntando qual é o problema que o deixa tão preocupado em relação à sua salvação — quando diligentemente você a tem buscado — e ainda não teve retorno. Muitas vezes já implorou a Deus, e ele ainda não atentou para você. Outros recebem conforto, mas você ainda permanece em trevas. Mas isso não deve surpreender, se você se agarrou a algum pecado por muito tempo. Não é isso uma razão suficiente para que todas as sua orações e todas as suas pretensões deixem de ser atendidas?

Se você tem tentado reter seu pecado enquanto busca o Salvador, você não está buscando a salvação da maneira correta. O caminho certo é abandonar sua perversidade. Se você tem algum membro corrupto e não o corta fora, corre o risco de ele o levar para o inferno (Mt 5.29,30).

Se a graça parece que estar definhando ao invés de florescer na sua alma, talvez a causa disso seja algum tipo de pecado. A maneira de crescer na graça é andar em obediência, e ser muito determinado nisso. A graça vai florescer no coração de todo aquele que vive dessa maneira. Se você vive em algum caminho mau, ele será como uma doença incubada sugando sua vitalidade.

O pecado então o manterá pobre, fraco e desfalecido. Basta que um pecado seja praticado habitualmente para anular sua prosperidade espiritual e frear o crescimento e a força da graça em seu coração. Ele entristecerá o Espírito Santo (Ef 4.30). Ele impedirá a boa influência da Palavra de Deus. O tempo que ele permanecer será como uma úlcera, que o mantém fraco e deficiente, embora você se alimente da melhor e mais proveitosa comida espiritual.

Se você caiu em grande pecado, talvez algum tipo de pecado na sua vida tenha sido a raiz fundamental do seu grande fracasso. Uma pessoa que não evita o pecado e não é meticulosamente obediente, não pode ser guardada dos grandes pecados. O pecado em que vive será sempre uma abertura, uma porta aberta, pela qual Satanás encontrará a entrada. E como uma brecha na fortaleza, por onde o inimigo pode entrar e encontrar seu caminho. Se você caiu num pecado terrível, talvez seja essa a razão.

Ou se você permite algum tipo de pecado como um escape para sua corrupção, ele será como uma brecha numa represa que, se abandonada, se abrirá sempre mais até que não seja mais possível contê-la.
Se você vive em trevas espirituais, sem sentir a presença de Deus, a razão disso pode ser algum tipo de pecado. Se você lamenta não ter um pouco da doce comunhão com Senhor; se sente que Deus o desertou; se Deus parece ter lhe escondido sua face e raramente lhe mostra evidências da sua glória e graça; ou se parece que você foi deixado tateando e vagueando no deserto — essa pode ser a razão. Talvez você clame a Deus freqüentemente.

Talvez você passe noites em claro e dias tristes. Se está vivendo desta maneira, é muito provável que essa seja a causa, a raiz dos seus desenganos, o seu Acã, o causador de problemas que ofende a Deus e traz tantas nuvens de trevas sobre sua alma. Você está entristecendo o Espírito Santo, e por isso você não recebe o seu conforto.

Cristo prometeu que se revelaria aos seus discípulos, mas com a condição de que eles guardassem os seus mandamentos: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele" (Jo 14.21). Mas se você rotineiramente vive em desobediência aos seus mandamentos, não é de se admirar que ele não se manifeste a você. A maneira de receber o favor divino é andar perto dele.

Se você duvida da sua salvação, talvez algum tipo de pecado na sua vida tenha levantado essas dúvidas. O melhor jeito de se ter a clara evidência da sua salvação é por meio de um andar junto a Deus. Isso, como já notamos, é também a maneira de se ter a graça florescendo na alma. E quanto mais graça vigorosa de Deus em nós, mais provável é que seja vista. E quando Cristo se revela a nós, temos a certeza do seu amor e favor.

Mas se você vive com algum tipo de pecado, não é de surpreender que isso diminua grandemente a sua certeza. Afinal de contas, isso subjuga o exercício da graça e esconde a luz da face de Deus. E pode acontecer de você nunca saber se é um verdadeiro cristão até que tenha abandonado totalmente o pecado no qual vive.

Se Deus o reprovou, talvez algum tipo de pecado em sua vida explique o motivo. Provavelmente a prática de um hábito pecaminoso ou o fato de tolerar um ato maldoso tenha sido a razão de ter recebido uma reprovação e um castigo dolorosos. Às vezes, Deus é excessivamente severo no trato com seu povo pelos seus pecados neste mundo. Deus não permitiu que Moisés e Arão entrassem na Terra Prometida porque o haviam desobedecido e pecado com seus lábios nas águas de Meribá. E como Deus foi terrível quando tratou com Davi! Que aflição levou para sua família! Um dos seus filhos violentou sua irmã; outro matou o irmão e depois de expulsar seu pai do trono na vista de todo Israel, deflorou a concubina de seu pai perante todos. O seu fim foi terrível; machucou completamente o coração de seu pai (2Sm 18.33). Imediatamente depois, aconteceu a rebelião de Seba (2Sm 20). No fim da vida , Davi viu seu outro filho usurpar o trono.

Quão severamente Deus tratou Eli por ele ter vivido no pecado, não refreando seus filhos da maldade! Os dois filhos foram mortos no mesmo dia, e o próprio Eli morreu violentamente. A arca foi levada cativa (ISm 4). A casa de Eli foi amaldiçoada para sempre; o próprio Deus jurou que a iniqüidade da casa de Eli nunca seria expiada por meio de sacrifícios e ofertas (ISm 3.13,14). O sacerdócio foi tirado de Eli e transferido para outra linhagem. Nunca mais houve um sacerdote na família de Eli (2Sm 12.31).

O motivo das repreensões divinas que recebeu é algum tipo de pecado na sua vida? Na verdade, no tocante aos acontecimentos da Providência, você não pode ser julgado pelo seus vizinhos, porém com certeza você deveria se perguntar se Deus esta contendendo com você (Jó 10.2).

Se a morte lhe causa medo, talvez seja porque você está vivendo em algum tipo de pecado. Quando pensa na morte, você se encolhe a esse pensamento? Quando tem uma doença, ou quando alguma coisa ameaça sua vida, você sente medo? Os pensamentos de morte e a eternidade alarmam você, embora seja um cristão?

Se você vive num caminho mau, provavelmente essa seja razão de seus medos. O pecado deixa a sua cabeça sensual e mundana e, portanto o impede de desfrutar de uma alegria celestial. O pecado diminui a graça e impede o desfrute das antecipações do conforto celestial que, de outra maneira, você desfrutaria. O pecado impede o sentimento da presença e do favor divinos. Sem isso, não é de espantar que você não veja a morte diante de si sem temor.

Não permaneça em qualquer tipo de pecado. Se, ao ler este texto, você percebeu que vive em um tipo de pecado, considere que de agora em diante, se viver da mesma maneira, estará vivendo com um pecado conhecido. Se era ou não era conhecido no passado, você talvez tenha vivido assim inadvertidamente. Mas, agora, que é consciente dele, se continuar nele, seu pecado não será um pecado da ignorância, mas você se mostrará como um dos que vivem intencionalmente em caminhos de pecados conhecidos.
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Homens e Demônios - Jonathan Edwards (1703-1758)



Algumas pessoas possam objetar-se à tudo isto, dizendo que os homens ímpios deste mundo são totalmente diferentes dos demônios. Eles estão sob circunstâncias diferentes e são diferentes espécies de seres. Um objetor pode dizer: "Aquelas coisas que são visível e presentes para os demônios, são invisíveis e futuras para os homens. Além disso, as pessoas têm a desvantagem de terem corpos, que restringem a alma...

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Experiências não provam a Salvação - Jonathan Edwards



Algumas pessoas têm fortes experiências religiosas, e pensam delas como uma prova da obra de Deus em seus corações. Freqüentemente, estas experiências dão às pessoas um sentimento da importância do mundo espiritual, e a realidade das coisas divinas. Contudo, elas, também, não são uma prova certa da salvação. Os demônios e os seres humanos condenados têm muitas experiências espirituais que têm um grande efeito em suas atitudes de coração.

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Conhecimento não Basta! - Jonathan Edwards


Os Demônios têm um Conhecimento de Deus.

Isto é visto mais claramente quando pensamos sobre o que os demônios são de fato. Eles não são santos: qualquer coisa que eles experimentem, não pode ser uma santa experiência. O diabo é perfeitamente mau.


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Você está Salvo? - Jonathan Edwards (1703-1764)



Como você sabe se pertence a Deus? Nós vemos nestas palavras no que algumas pessoas confiam como sendo uma evidência de sua aceitação diante de Deus. Algumas pessoas pensam que elas estarão certas diante de Deus se não forem tão más como algumas pessoas ímpias. Há um sistema evangelístico em uso comum que pergunta às pessoas certas questões. Uma das questões é: "Suponha que tu morras hoje. Por que Deus deveria deixar-te entrar no Seu céu?" Uma resposta muito comum é: "Eu creio em Deus". Aparentemente o apóstolo Tiago conhecia pessoas que diziam a mesma coisa: Eu sei que estou no favor de Deus, porque eu conheço estas doutrinas religiosas.



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O Deleite de Deus na Redenção – Jonathan Edwards


[Deus se deleita na obra salvífica de Cristo como um fim supremo da criação]

A obra da redenção realizada por Jesus Cristo é de tal maneira referida como conseqüência da graça e do amor de Deus pelos homens que não pode ser coerente com a idéia de que ele procura lhes comunicar o bem apenas de modo subordinado. Expressões como as de João 3.16 ("Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna"). 1 João 4.9,10: ("Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados"). Bem como Efésios 2.4: ("Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou"), apresentam outra idéia. Caso, porém, isso se desse apenas em razão de um fim ulterior, inteiramente distinto do nosso bem,81 todo amor seria concretizado e manifestado nesse objeto supremo, estritamente falando, e não no fato de que ele nos amou, ou que teve por nós a mais alta consideração. Se o nosso bem ou interesse não é considerado de modo supremo, mas apenas subordinado, é, em si mesmo, tido como nada para Deus.


As Escrituras sempre mostram que as grandes coisas que Cristo fez e sofreu foram, no sentido mais direto e estrito, decorrentes do seu imenso amor por nós. O apóstolo Paulo expressa esse fato da seguinte maneira em Gaiatas 2.20: "Vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim". Efésios 5.25: "Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela". O próprio Cristo diz em João 17.19: "E a favor deles eu me santifico a mim mesmo". E as Escrituras mostram Cristo descansando na salvação e na glória do seu povo, quando estas são obtidas depois de terem sido buscadas acima de todas as coisas, como tendo alcançado o seu objetivo, recebido o prêmio pretendido e desfrutado o trabalho da sua alma no qual ele se satisfaz, como recompensa desse labor e das agonias extremas. Isaías 53.10,11: "Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si". Ele vê o trabalho da sua alma ao ver sua descendência, os filhos gerados por esse trabalho. Isso implica que Cristo se deleita, de modo absolutamente verdadeiro e próprio, em obter a salvação da sua igreja não apenas como um meio, mas como aquilo no que ele se regozija e se satisfaz, mais direta e particularmente.


Esse fato pode ser comprovado pelas passagens das Escrituras de acordo com as quais Cristo se regozija ao obter esse fruto de seu trabalho e aquisição, como o noivo quando recebe sua noiva. Isaías 62.5: "Como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o teu Deus". E quão enfáticas e veementes quanto ao seu propósito são as expressões em Sofonias 3.17: "O SENHOR, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo". Pode-se dizer o mesmo de Provérbios 8.30,31 ("Então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo; regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens") e das passagens que falam dos santos como a herança de Deus, suas jóias e propriedade peculiar, afirmações amplamente corroboradas em João 12.23-32:

Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorifiçado o Filho do homem. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preserva-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará. Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei. A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou. Então, explicou Jesus: Não foi por mim que veio esta voz, e sim por vossa causa. Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo".
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Santidade! Jonathan Edwards - 1703 - 1758


Deus preza a santidade na criatura e a santidade é, em essência, prezar a Deus

Temos aqui duas coisas para as quais precisamos atentar" em particular. (1) Em Deus, o amor por si mesmo e o amor do público não devem ser diferençados, como no caso do homem, pois o ser de Deus compreende todas as coisas. Uma vez que a sua existência é infinita...


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Humildade - Jonathan Edwards (1703 - 1758)


Humildade deve ser definida como um hábito da mente e coração correspondente à nossa comparativa indignidade e vileza diante de Deus, ou um senso de nossa própria miséria à Sua vista, com a disposição de um comportamento que corresponda a isto. E um homem verdadeiramente humilde é consciente da diminuta extensão de seu próprio conhecimento, da grande extensão de sua ignorância e da insignificante extensão de seu entendimento comparado com o entendimento de Deus...



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A Glória Interna de Deus – Jonathan Edwards


Toda a glória interna de Deus é sintetizada no seu entendimento, na sua virtude e na sua felicidade


Quanto à glória interna de Deus, esta se encontra no seu entendimento ou vontade. A glória ou plenitude do seu entendimento é o seu conhecimento. A glória interna e a plenitude de Deus, localizadas especificamente na sua vontade, é sua santidade e felicidade.

A totalidade da bondade interna de Deus ou a sua glória se encontra nestas coisas, a saber, no seu conhecimento infinito, na sua virtude ou santidade infinita e na sua alegria e felicidade infinitas. Por certo, Deus possui inúmeros atributos, de acordo com a nossa concepção destes, mas todos eles podem ser reduzidos aos mencionados, ou ao seu grau, circunstâncias e relações.

Não temos outra concepção do poder de Deus senão aquela referente ao grau dessas coisas, com certa relação entre elas, a fim de produzir determinados resultados. A infinidade de Deus não é, propriamente, um tipo distinto de bem, mas apenas expressa o grau de bem que há nele. Do mesmo modo, a eternidade de Deus não é um bem distinto, mas sim a duração do bem.

Sua imutabilidade é ainda o mesmo bem, com uma negação de mudança. Portanto, conforme afirmei, plenitude do Ser Divino é a plenitude do seu entendimento, que consiste no seu conhecimento, e também a plenitude da sua vontade, que consiste na sua virtude e na sua felicidade.
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Tudo para o bem do seu Povo – Jonathan Edwards


[Todo o governo do universo por Cristo é para o bem do povo de Deus]

O fato de o governo do mundo em todas as suas partes ter como objetivo o bem daqueles que serão os sujeitos eternos da bondade de Deus, fica implícito no que as Escrituras nos ensinam sobre Cristo ter sido colocado à destra de Deus; coroado rei entre os anjos e homens; colocado como Cabeça do universo, recebendo todo o poder no céu e na terra afim de promover a felicidade deles; feito o Cabeça da igreja e recebido o domínio sobre toda a criação para o bem tanto de uma quanto da outra.83 Em Marcos 2.27, Cristo menciona isso como o motivo pelo qual o Filho do homem é Senhor do sábado: "O sábado foi estabelecido por causa do homem". Assim, podemos argumentar que todas as coisas foram feitas por causa do homem, pois o Filho do homem é Senhor de todas as coisas.

[Todas as rodas da providência giram no sentido da salvação do povo de Deus]

O fato de Deus, no governo da criação, usá-la para o bem de seu povo é apresentado de forma excelente em Deuteronômio 33.26: "Não há outro, ó amado, semelhante a Deus [Jeshurun], que cavalga sobre os céus". O universo inteiro é uma carruagem ou máquina que Deus criou para uso próprio, conforme representado na visão de Ezequiel. O trono de Deus é o céu, onde ele está assentado e de onde governa, conforme Ezequiel 1.22,26-28. A parte inferior da criação - este universo visível, sujeito a mudanças contínuas e revoluções - constitui as rodas da carruagem. A providência de Deus - suas revoluções, suas alterações e seus acontecimentos sucessivos - é representada pelo movimento das rodas da carruagem, impelidas pelo Espírito daquele que está assentado no seu trono nos céus ou acima do firmamento. Moisés revela o motivo pelo qual Deus move as rodas da sua carruagem ou anda nesta, assentado no seu trono celestial, e com que fim ele avança ou realiza essa jornada, ou seja, a salvação do seu povo.

[O julgamento de Deus sobre os perversos visa à felicidade definitiva do povo de Deus]

Os julgamentos de Deus sobre os perversos deste mundo e também a condenação eterna deles no mundo por vir têm por objetivo a felicidade do povo de Deus. O mesmo se aplica aos seus julgamentos sobre eles neste mundo. Isaías 43.3,4: "Porque eu sou o SENHOR, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador; dei o Egito por teu resgate e a Etiópia e Sebá, por ti. Visto que foste precioso aos meus olhos, digno de honra, e eu te amei, darei homens por ti e os povos, pela tua vida". Também as obras da justiça e ira vingadoras de Deus são referidas como obras de misericórdia para com o seu povo no Salmo 136.10,15,17-20 ["Àquele que feriu o Egito nos seus primogénitos, porque a sua misericórdia dura para sempre; ... mas precipitou no mar Vermelho a Faraó e ao seu exército, porque a sua misericórdia dura para sempre;... àquele que feriu grandes reis, porque a sua misericórdia dura para sempre; e tirou a vida a famosos reis, porque a sua misericórdia dura para sempre; a Seom, rei dos amorreus, porque a sua misericórdia dura para sempre; e a Ogue, rei de Basã, porque a sua misericórdia dura para sempre"].

[235] O mesmo se aplica à condenação eterna no outro mundo. Romanos 9.22,23: "Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão...?". Fica evidente que o último versículo é ligado aos anteriores a fim de apresentar outro motivo para a destruição dos perversos, ou seja, mostrar as riquezas da glória de Deus em vasos de misericórdia: graus mais elevados de glória e felicidade, satisfação nos deleites deles e uma percepção maior do seu valor e da graça abundante de Deus ao lhes conceder tais riquezas.

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No que Consiste a Santidade? Jonathan Edwards


Deus preza a santidade na criatura e a santidade é, em essência, prezar a Deus.

Temos aqui duas coisas para as quais precisamos atentar" em particular...




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A Glória de Deus em Sua Ira e Misericórdia – Jonathan Edwards


[A glória de Deus é o fim supremo do governo moral de Deus em ira e misericórdia]

As Escrituras nos levam a supor que a glória de Deus é o seu fim último no governo moral do mundo em geral. Esse fato foi demonstrado anteriormente em relação a várias coisas que dizem respeito ao governo moral de Deus no mundo, particularmente na obra de redenção, a maior de todas as dispensações no governo moral do mundo. Também o observei, em relação ao dever que Deus determina para os súditos desse governo moral, ao exigir que busquem a glória divina como o seu fim último. Esse é, na verdade, o fim último da bondade moral que lhes é requerida, o fim que confere à sua bondade moral o valor principal. E, também, é o que a pessoa que Deus colocou como cabeça do mundo moral, como o seu principal governante, ou seja, Jesus Cristo, busca como o seu fim maior. Foi mostrado, ainda, que é o fim maior dessa parte do mundo moral onde os agentes bons são criados ou têm sua existência como tal.

Devo observar agora que esse é o fim para o qual foram estabelecidas a adoração pública e as ordenações de Deus à humanidade.

Ageu 1.8: "Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; dela me agradarei e serei glorificado, diz o SENHOR". A glória de Deus é referida como o fim para o qual Deus fez e cumpriu suas promessas de recompensa. 2 Coríntios 1.20: "Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus".

É referida também como o fim da execução das ameaças de Deus de castigar o pecado. Números 14.20,21,22,23. "Segundo a tua palavra, eu lhe perdoei. Porém, tão certo como eu vivo, e como toda a terra se encherá da glória do SENHOR". A glória do Senhor é citada claramente nessa passagem como o objeto de sua deferência, como o seu fim transcendente e último, no qual, portanto, não poderia falhar; devendo, antes, ser cumprido em todo lugar, em todos os casos e em todas as partes do seu domínio, a despeito do que sucedesse aos homens. E, em qualquer mitigação dos julgamentos merecidos, em qualquer mudança feita no curso da ação divina em decorrência de sua compaixão pelos pecadores, o fim visado sempre foi a glória de Deus que, no seu caráter supremo e último, não deve em momento algum dar lugar a qualquer coisa.

É dito que esse é o fim visado por Deus ao executar os julgamentos sobre seus inimigos neste mundo. Êxodo 14.17,18: "serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército", etc; Ezequiel 28.22: "Assim diz o SENHOR Deus: Eis-me contra ti, ó Sidom, e serei glorificado no meio de ti; saberão que eu sou o SENHOR, quando nela executar juízos e nela me santificar". E também Ezequiel 39.13: "Sim, todo o povo da terra os sepultará; ser-lhes-á memorável o dia em que eu for glorificado, diz o SENHOR Deus".

É dito também que esse é o fim tanto das execuções da ira quanto dos exercícios gloriosos de misericórdia, na infelicidade e na felicidade em outro mundo. Romanos 9.22,23: "Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão". E é dito que esse é o fim visado no dia do julgamento, o momento determinado para os maiores exercícios da autoridade de Deus como Governante moral do mundo e, por assim dizer, o dia da consumação do governo moral de Deus, em relação a todos os seus súditos no céu, na terra e no inferno. 2 Tessalonicenses 1.9,10: "Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia". Então, a sua glória será obtida de santos e pecadores. Tomando essas coisas por base, fica claro, de acordo com a quarta proposição, que a glória de Deus é o fim supremo da criação do mundo.
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Seguidores do manso, humilde e crucificado Jesus - Jonathan Edwards


Humildade deve ser definida como um hábito da mente e coração correspondente à nossa comparativa indignidade e vileza diante de Deus, ou um senso de nossa própria miséria à Sua vista, com a disposição de um comportamento que corresponda a isto. E um homem verdadeiramente humilde é consciente da diminuta extensão de seu próprio conhecimento, da grande extensão de sua ignorância e da insignificante extensão de seu entendimento comparado com o entendimento de Deus. Ele é consciente de sua fraqueza, de quão pequena sua força é, e de quão pouco ele é capaz de fazer. Ele é consciente de sua distância natural de Deus, de sua dependência dEle, da insuficiência de seu próprio poder e sabedoria; e de que é pelo poder de Deus que ele é sustentado e guardado; e de que ele necessita da sabedoria de Deus para lhe conduzir e guiar, e de Seu poder para capacitá-lo a fazer o que ele deve fazer para Ele.

A humildade tende a nos prevenir de um comportamento ambicioso e pretensioso diante dos homens. O homem que está sob a influência de um espírito humilde está satisfeito com a posição que Deus lhe deu entre os homens, e não está ávido por honra, e nem é atingido com o desejo de ser o mais brilhante e de se exaltar acima de seus vizinhos. A humildade também tende a nos prevenir de um comportamento arrogante e insolente. Pelo contrário, a humildade dispõe uma pessoa a um comportamento condescendente de mansidão e insignificância e a uma submissão cortês e afável, como sendo consciente de sua própria fraqueza e depreciabilidade diante de Deus.

Se nós, então, nos consideramos seguidores do manso e humilde e crucificado Jesus, andaremos humildemente diante de Deus e dos homens todos os dias de nossa vida na terra.

Busquemos todos, ardentemente, um espírito humilde, e nos esforcemos para sermos humildes em todo nosso comportamento diante de Deus e dos homens. Busque por um profundo e permanente senso de sua miséria diante de Deus e dos homens. Conheça a Deus. Confesse sua nulidade e desgraça diante dEle. Desconfie de si mesmo. Conte somente com Deus. Renuncie toda glória, exceto dEle. Renda-se à Sua vontade e serviço. Evite um comportamento pretensioso, ambicioso, ostentoso, insolente, arrogante, desdenhoso, teimoso, impetuoso e auto-justificador; e aspire mais e mais do espírito humilde que Cristo manifestou quando Ele esteve na terra. Humildade é o traço mais essencial e distinguidor em toda verdadeira piedade.

Ardentemente procure então, e diligentemente e em oração cultive um espírito humilde, e Deus andará com você aqui embaixo; e quando uns poucos dias tiverem passado, Ele o receberá às honras concedidas ao Seu povo à destra de Cristo.
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Deus e as Calamidades - Jonathan Edwards




Como Deus pode ser feliz e decretar a calamidade? Imagine que ele tem a capacidade de ver o mundo através de duas lentes.

Olhando pela mais estreita,
ele fica triste e irado com pecado e sofrimento.
Pela mais larga,...



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Jonathan Edwards e a Visão Beatífica

Jonathan Edwards uma vez pregou um sermão a respeito da visão beatífica, baseado no texto de Mateus 5.8. Em sua exposição, ele sustenta que a visão de Deus não será um ato físico:

“Não se trata de qualquer visão com olhos físicos: a bem-aventurança da alma não entra pela porta. Isto tornaria a bem-aventurança dependente do corpo, ou a felicidade da porção superior do homem dependente da inferior (...) Não se trata de qualquer forma ou representação visível, nem de contorno, nem de cor, nem de luz brilhante, que é vista, na qual esta grande felicidade da alma consiste”.

Embora a visão de Deus venha a consistir numa percepção espiritual, isto não significa que não teremos visão física no céu. Em nossos corpos ressurretos seremos capazes de desfrutar da visão do esplendor de Cristo:

“Os santos no céu contemplarão uma glória visível porquanto estão na natureza humana de Cristo, a qual está unida sob a forma da Trindade, que é o corpo daquela pessoa que é Deus; e terão a aparência indubitável de uma glória e beleza divinas e imutáveis no corpo glorificado de Cristo, o que será de fato uma visão agradável e abençoada de se ver.

Mas a beleza do corpo de Cristo, vista através de olhos físicos, será encantadora e deleitável, sobretudo porque expressará sua glória espiritual”.

Esta doce e majestosa visão do Cristo encarnado e glorificado não será a última visão de Deus de que nos falam as Escrituras. Edwards diz:

“Mas nisto consiste ver a Deus. É ter uma compreensão imediata, sensível e exata da gloriosa excelência e do amor de Deus.”
Quando Edwards fala de uma visão "imediata" de Deus, ele quer exprimir uma visão que não é indireta, através dos olhos. É uma "visão" direta da mente. Ele descreve detalhadamente qual o significado bíblico da "visão" de Deus. A "visão" de Deus é assim chamada porque, como Edwards assinala:

“a visão será muito direta; como quando vemos coisas com os olhos físicos. Deus irá, por assim dizer, revelar-se imediatamente a suas mentes, de modo que elas poderão contemplar a glória e o amor de Deus, do mesmo modo que um homem contempla o semblante de um amigo”.

Edwards fornece uma segunda razão, pela qual a visão beatí-fica é chamada de "visão":

“Ela é chamada de visão porque será mais do que certa. Quando as pessoas vêem uma coisa com os seus próprios olhos, isto lhes dá a maior certeza que elas podem ter a respeito desta coisa, maior do que aquela que elas poderiam ter a partir da informação de terceiros. Deste modo, a visão que elas terão no céu afastará qualquer incredulidade”.

Em terceiro lugar, Edwards cita a vivacidade desta experiência como sendo tão nítida quanto qualquer razão terrena:

“Ela é chamada de visão, porque a percepção da glória e do amor de Deus é tão clara e vigorosa quanto qualquer coisa que vemos com olhos físicos (...) Os santos no céu verão a glória do corpo de Cristo, após a ressurreição, com olhos físicos, mas esta maneira de ver a glória visível não será mais imediata e perfeita do que a contemplação da glória espiritual e divina de Cristo (...) Eles contemplarão Deus de um modo inefável, e para nós inconcebível”.

Finalmente, Edwards fala da visão da íntima natureza espiritual de Deus:

“A visão intelectual que os santos terão de Deus os tornará tão sensíveis à sua presença, e lhes dará tão grandes vanta¬gens no trato com ele, quanto a visão dos olhos físicos o fazem em relação a um amigo terreno (...) Mas suas almas terão a mais clara visão da própria natureza espiritual de Deus. Elas deverão contemplar seus atributos e disposição concernentes a eles de um modo mais que imediato, e portanto com uma certeza maior do que é possível de encontrar na alma de um amigo terreno através de seu discurso e de sua conduta”.

Desta maneira, Edwards fornece razoes lúcidas pelas quais a visão beatífica é chamada de visão. Ela envolve uma vista mais pura, mais ampla e mais deleitável do que uma visão terrena pode captar. Ele então explica a bem-aventurança que flui da visão. Ela é que torna a visão realmente beatífica:

“Primeiro. Ela produz um deleite adequado à natureza de uma criatura inteligente (...) A racionalidade do homem é, por assim dizer, um clarão celestial, ou, na linguagem do sábio, a "vela de Deus". Nela consiste essencialmente a imagem natural de Deus, é ela a faculdade mais nobre do homem, é ela que deve reger as outras faculdades; sendo concedida para este fim, que ela possa dirigir a alma (...) A satisfação intelectual consiste na contemplação de excelências e belezas espirituais, mas as gloriosas excelência e beleza de Deus são para os favoritos (...) É algo extremamente agradável para a razão, que a alma deva ela própria deleitar-se nisto (...) a fim de que, quando for desfrutada, esteja com paz interior e uma doce tranqüilidade na alma”.

No prazer da visão beatífica a alma finalmente alcança o fim de sua busca suprema. Finalmente adentramos este refúgio, onde encontramos nossa paz e descanso. O fim da inquietação é alcançado; a guerra entre a carne e o espírito termina. A paz que transcende a qualquer coisa neste mundo enche o coração. Alcançamos o apogeu da excelência e doçura somente sonhado neste corpo mortal. Deveremos vê-lo como ele é. Nenhum véu, nenhum escudo para esconder sua face. A visão imediata e direta inundará a alma a partir da fonte jorrando do alto. A alegria mais sublime, o prazer mais intenso, o deleite mais puro serão nossos sem mistura e sem fim.

Uma prova desta felicidade irá apagar todas as memórias dolorosas e curar cada ferida terrivelmente exposta neste vale de lágrimas. Nenhuma cicatriz restará. A jornada do peregrino estará completada. O corpo da morte, o peso do pecado, se evaporarão no momento em que contemplarmos a face de Deus.
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Por que Deus decretou o Mal? - Jonathan Edwards (1703-1758) Vídeo

É algo apropriado e excelente que a infinita glória de Deus resplandeça; e pela mesma razão, é apropriado que o brilho da glória de Deus seja completo; isto é, que todas as partes de sua glória devam resplandecer, que cada beleza deva ser proporcionalmente fulgurante, a fim de que aquele que olha tenha uma noção adequada de Deus. Não é apropriado que uma glória deva ser excessivamente manifesta , e outra não ...



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Falsa iluminação espiritual – Jonathan Edwards



Essas convicções que os homens naturais podem ter acerca do seu pecado e miséria não é esta luz espiritual e divina. Os homens em condição natural podem ter convicções da culpa que está sobre eles, da ira de Deus e do perigo da vingança divina. Tais convicções são provenientes da luz da verdade. O fato de alguns pecadores terem uma maior convicção da culpa e miséria que outros é porque alguns têm mais luz ou compreensão da verdade que outros. Esta luz e convicção podem ser do Espírito de Deus.

O Espírito convence os homens do pecado, mas, não obstante, a natureza está muito mais envolvida nesse processo do que na comunicação da luz espiritual e divina que são mencionadas na doutrina. Somente através do Espírito de Deus como princípio natural auxiliar, e não como novo princípio inspirador. A graça comum difere da especial no ponto em que influencia só pela ajuda da natureza, e não pela doação da graça ou concessão de qualquer coisa acima da natureza.

A luz que é obtida é completamente natural, ou de nenhum tipo superior a que a mera natureza atinge, por mais que esse modo seja ou seria obtido se os homens permanecessem completamente sozinhos; ou, em outras palavras, a graça comum só ajuda as faculdades da alma a fazer isso mais completamente do que fazem por natureza, assim como pela mera natureza a consciência ou a razão natural tornará o homem sensível da culpa, e o acusará e o condenará quando ele se desviar. A consciência é um princípio natural para os homens. O trabalho que o faz naturalmente ou por si mesmo é dar uma compreensão do certo e do errado, e sugerir à mente a relação em que há entre o certo e o errado e o castigo.

O Espírito de Deus, nessas convicções que os homens não-regenerados às vezes têm, ajudam a consciência a fazer esta obra em maior medida do se a fizessem sós. Ele ajuda a consciência contra as coisas que tendem a entorpecer e obstruir seu exercício. Mas na obra renovadora e santificadora do Espírito Santo, essas coisas são feitas na alma que está acima da natureza, e na qual não há nada por natureza do tipo igual. Essas coisas são compelidas a existir habitualmente na alma, e de acordo com tal constituição ou lei declarada que põe tal fundamento para o exercício em um curso continuado como é chamado de princípio de natureza. Não só os princípios permanentes são ajudados a fazer o seu trabalho de forma mais livre e completa, mas os princípios que foram totalmente destruídos pela queda são restabelecidos. A partir daí, a mente manifesta habitualmente esses atos que o domínio do pecado a tinha tornado tão completamente desprovida quanto um corpo morto o é de atos vitais.

O Espírito de Deus age em alguns casos de maneira muito diferente de como age em outros. Ele pode agir na mente do homem natural, mas age na mente do santo como princípio vital residente. Ele age na mente dos indivíduos não-regenerados como agente ocasional extrínseco, pois agindo neles, não se une a eles. Não obstante todas as influências divinas que eles possuam, ainda são sensuais "e não têm o Espírito" (Jd 19). Mas Ele se une com a mente de um santo, toma-o por seu templo, atua nele e o influencia como novo princípio sobrenatural de vida e ação. Há esta diferença, de que o Espírito de Deus, agindo na alma do homem piedoso, manifesta-se e comunica-se na sua natureza formal. A santidade é a natureza formal do Espírito de Deus.

O Espírito Santo opera na mente do santo, unindo-se a ele, vivendo nele, manifestando sua natureza no exercício de suas faculdades. O Espírito de Deus pode agir numa criatura, e, contudo, não se comunicar agindo. O Espírito de Deus pode agir nas criaturas inanímadas como "o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas" no princípio da criação. Assim, o Espírito de Deus pode agir na mente dos homens de muitas maneiras e se comunicar não mais do que quando Ele age em uma criatura inanimada. Por exemplo, Ele pode instigar-lhes pensamentos, ajudar a razão e o entendimento natural, ou auxiliar outros princípios naturais — e isto sem qualquer união com a alma —, mas pode agir, por assim dizer, em um objeto externo. Mas assim como Ele age em suas influências santas e operações espirituais, Ele age de certo modo a comunicar-se peculiarmente, de forma que, por isso, o assunto é denominado espiritual.
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Jonathan Edwards | by ©2010