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As perfeições, a grandeza e a excelência de Deus – Jonathan Edwards


Podemos ver que as manifestações das perfeições de Deus, de sua grandeza e excelência são referidas de maneira bastante semelhante àquela que as Escrituras se referem à glória de Deus.

Há várias passagens das Escrituras que nos levam a supor que esse é o grande objetivo de Deus no mundo moral e o fim buscado por ele nos seus agentes morais, os quais devem agir de modo a cumprir o seu fim. É o que parece ficar implícito na argumentação usada por vezes pelo povo de Deus ao rogar que o Senhor não permita que a morte e a destruição lhe sobrevenham ao afirmar que. nesse estado, não podem conhecer nem tornar conhecida a excelência gloriosa de Deus. Salmo 88.11,12: "Será referida a tua bondade na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos? Acaso, nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?". E também o Salmo 30.9 ["Que proveito obterás no meu sangue, quando baixo à cova? Louvar-te-á, porventura, o pó? Declarará ele a tua verdade?"]: Isaías 38.18,19 ["A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te: não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço; o pai fará notório aos filhos a tua fidelidade"]. A argumentação parece a seguinte: por que devemos perecer? De que maneira o teu fim, para o qual tu nos criaste, será cumprido num estado de destruição, no qual tua glória não poderá ser conhecida nem declarada?

Esse é o fim da parte boa do mundo moral, ou o fim do povo de Deus, do mesmo modo como o é a glória de Deus. Isaías 43.21: "ao povo que formei para mim. para celebrar o meu louvor". 1 Pedro 2.9: "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus. afim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz".

E nos parece que tal coisa é apresentada como aquilo em que se manifestam o valor, o verdadeiro fruto e o fim da virtude dos santos. Isaías 60.6: "E publicarão os louvores do SENHOR"; Isaías 66.19: "Porei entre elas um sinal e alguns dos que foram salvos enviarei às nações... que jamais ouviram falar de mim. nem viram a minha glória; eles anunciarão entre as nações a minha glória". Ao que podemos acrescentar a tendência característica e o lugar onde se encontram a verdadeira virtude e as disposições santas. 1 Crônicas 17.8: "Fiz grande o teu nome, como só os grandes têm na terra". Veja também os versículos 23,24: "Estabeleça-se, e seja para sempre engrandecido o teu nome".

Ao que parece, as Escrituras se referem a isso como o fim maior dos atos do governo moral de Deus. especialmente dos grandes julgamentos que ele executa por causa do pecado. Êxodo 9.16: "mas, deveras, para isso te hei mantido, a fim de mostrar-te o meu poder, e para que seja o meu nome anunciado em toda a terra": Daniel 4.17: "Esta sentença é por decreto dos vigi lantes... a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens: e o dá a quem quer e até ao mais humilde dos homens constitui sobre eles". Mas as passagens relativas a essa questão são numerosas demais para serem repetidas especificamente. Veja nota.

Esse também é o fim maior das obras do favor e da misericórdia de Deus para com o seu povo. 2 Reis 19.19: "Agora, pois, ó SENHOR, nosso Deus, livra-nos das suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que só tu és o SENHOR Deus". 1 Reis 8.59,60: "Que estas minhas palavras, com que supliquei perante o SENHOR, estejam presentes, diante do SENHOR, nosso Deus, de dia e de noite, para que faça ele justiça ao seu servo e ao seu povo de Israel, segundo cada dia o exigir, para que todos os povos da terra saibam que o SENHOR é Deus e que não há outro". 
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O fim Supremo do Ministério de Cristo – Jonathan Edwards


As Escrituras nos levam a supor que Cristo buscou a glória de Deus como o seu fim transcendente e maior.

João 7.18: "Quem fala por si mesmo está procurando a sua própria glória; mas o que procura a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro, e nele não há injustiça". Quando Cristo diz que não buscou a própria glória, não podemos entendê-lo racionalmente nem compreender como ele não possuía qualquer deferência por sua glória, nem mesmo pela glória da natureza humana, pois a glória dessa natureza fazia parte da recompensa que se lhe prometera e do gozo que se lhe fora proposto. Mas devemos entender que esse não era o seu objetivo supremo; não era o fim pelo qual sua conduta era governada acima de tudo. Assim, está em contraste com essa realidade a última parte da frase que ele profere: "mas o que procura a glória de quem o enviou, esse é verdadeiro", etc. É natural compreendê-lo em razão da antítese e ver que esse era o seu objetivo supremo, o fim máximo que o governava.

João 12.27,28: "Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome". Cristo estava a caminho de Jerusalém, onde esperava ser crucificado em poucos dias; e a perspectiva do seu sofrimento final e iminente lhe era deveras terrível. Diante dessa angústia mental, ele se sustenta com a perspectiva do que seria a conseqüência de seu sofrimento, ou seja, a glória de Deus. É o fim que sustenta o agente em qualquer obra difícil que este se propõe realizar, e mais que tudo, é o fim máximo e supremo que lhe dá forças; pois, aos seus olhos, tal fim é mais do que todos os outros e, portanto, suficiente para compensar a dificuldade dos meios. Esse fim, que é, em si mesmo, agradável e doce para o agente e que, por derradeiro, satisfaz o seu anseio, é o centro de descanso e apoio e, portanto, deve ser a fonte e a síntese de todo o deleite e consolo que ele possui em --suas perspectivas em relação à sua obra. A alma de Cristo se encontra exausta e angustiada diante daquilo que é, infinitamente, a parte mais difícil de sua obra e que está prestes a acontecer. Sem dúvida, se a sua mente busca o apoio em meio ao conflito na perpectiva de seu fim, deve naturalmente se refugiar no seu fim transcendente, que é a verdadeira fonte de todo o apoio possível nesse caso. Podemos muito bem supor que, ao lutar contra as mais extremas dificuldades, sua alma recorre à idéia do seu fim máximo e supremo, a fonte de todo o apoio e consolo que ele tem na obra.

A mesma coisa - a busca de Cristo pela glória de Deus como o seu fim supremo - fica clara nas suas palavras ao se aproximar ainda mais da hora de seus sofrimentos finais, naquela oração extraordinária, a última que faz com seus discípulos na noite antes da crucificação, uma oração na qual ele expressa a síntese de seus objetivos e anseios. Suas primeiras palavras são: "Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti" [Jo 17.1]. Uma vez que esse é o seu primeiro pedido, podemos supor que é a maior das suas súplicas e anseios, e o seu fim supremo em todas as coisas. Se considerarmos as palavras subseqüentes, tudo o que é dito depois na oração parece apenas uma expansão desse pedido magnífico. Creio que, no geral, fica bastante claro que Jesus Cristo buscou a glória áe Deus como o seu fim último e transcendente e, portanto, com base na décima segunda proposição, esse foi o fim supremo de Deus na criação do mundo.
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Deus não vai além de si mesmo na sua busca – Jonathan Edwards


A doutrina que faz das criaturas de Deus, e não do próprio Deus, o seu fim último é a mais discorde e mais distante de um aspecto favorável sobre a auto-suficiência e independência absolutas de Deus. Portanto, ela concorda muito menos do que a doutrina contra a qual é feita a objeção. Devemos imaginar o eficiente como dependente do fim supremo.

Ele depende desse fim em seus desejos, objetivos, ações e obras, de modo que fracassa em seus desejos, ações e obras se não consegue atingir o seu fim. Porém, se o próprio Deus é o seu fim último, em sua dependência desse fim, não depende de outra coisa senão dele mesmo. Se todas as coisas são dele e para ele e se ele é o primeiro e o último, fica evidente que ele é tudo em todas as coisas. Ele é tudo em si mesmo. Ele não vai além de si mesmo naquilo que busca; antes, os seus desejos e obras têm origem nele próprio e, do mesmo modo, terminam nele próprio, e ele não depende de ninguém a não ser de si mesmo, quer no início, quer no fim de qualquer dos seus exercícios ou operações.

Porém, se a criatura fosse o seu fim supremo, e não ele próprio, então, uma vez que ele dependeria do seu fim supremo, seria, de algum modo, dependente de sua criatura.
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Verdadeiro Culto - Jonathan Edwards

A importância das afeições espirituais podem ser vistas a partir dos deveres que Deus designou como expressões de culto.

Oração - Declaramos em oração as perfeições de Deus, Sua majestade, santidade, bondade e absoluta suficiência, nosso próprio vácuo e desmerecimento, nossas necessidades e desejos. Mas, por quê? Não para informar a Deus dessas coisas, pois Ele já as conhece, e certamente não para mudar Seus propósitos e persuadi-lO que deveria nos abençoar. Não, declaramos, porém estas coisas para mover e influenciar nossos próprios corações, e dessa forma nos preparamos para receber as bênçãos que pedimos.

Louvor - O dever de cantarmos louvores a Deus parece não ter outro propósito que o de excitar e expressar emoções espirituais. Podemos encontrar somente uma razão para que Deus ordenasse que nos manifestássemos a Ele tanto em poesia como em prosa, e em cântico como pela fala. A razão é esta: quando a verdade divina é expressa em poemas e cânticos, tem uma tendência maior a se imprimir em nós e mover nossas emoções.

Batismo e a Ceia do Senhor - O mesmo é verdadeiro com relação ao batismo e à Ceia do Senhor. Por natureza, as coisas físicas e visíveis nos influenciam muito. Assim, Deus não somente ordenou que ouvíssemos o evangelho contido em Sua Palavra, mas também que víssemos o evangelho exposto diante de nossos olhos em símbolos visíveis, de modo a nos influenciar ainda mais. Essas demonstrações visíveis do evangelho são o Batismo e a Ceia do Senhor.

Pregação - Uma grande razão porque Deus ordenou a pregação na Igreja é para gravar as verdades divinas em nossos corações e emoções. Não é suficiente que tenhamos bons comentários e livros de teologia. Estes podem iluminar nossa compreensão, porém não têm o mesmo poder que a pregação para mover nossas vontades. Deus usa a energia da palavra falada para aplicar Sua verdade aos nossos corações de forma mais particular e viva.
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Jonathan Edwards - ver e sentir Deus em todas as áreas do conhecimento


A tarefa dos estudiosos cristãos é estudar a realidade como manifestação da glória de Deus, falar dessa realidade com exatidão e sentir a beleza de Deus presente nela. Creio que Edwards consideraria uma enorme abdicação da erudição o fato de tantas obras acadêmicas cristãs fazerem tão pouca referência a Deus. Se todo o universo e tudo que há nele existem em função do desígnio de um Deus infinito e pessoal, com o propósito de tornar a sua glória multiforme conhecida e amada, tratar de qualquer assunto sem se referir à glória de Deus não é erudição, mas sim rebelião.

Além disso, a exigência é ainda maior: a erudição cristã deve ser imbuída do sentimento espiritual pela glória de Deus em todas as coisas. A maioria dos estudiosos sabe que, sem o apoio da verdade, os sentimentos se transformam em emocionalismo infundado. Porém, não são muitos os estudiosos que reconhecem o oposto: sem despertar os verdadeiros sentimentos espirituais é impossível ver a verdade integral em todas as coisas.


Assim, Edwards diz: "Onde há um tipo de luz sem calor, uma mente repleta de conceitos e especulações, com um coração frio e intocado, não pode haver coisa alguma de caráter divino nessa luz, esse conhecimento não é o verdadeiro conhecimento espiritual das coisas divinas".

Há quem possa objetar, afirmando que a psicologia, a sociologia, a antropologia, a história, a física, a química, o idioma e as ciências da computação não são "coisas divinas", mas sim "coisas naturais". Essa idéia, porém, deixa de fora a primeira questão: a fim de vermos a realidade como ela é de fato, devemos vê-la em relação ao Deus que a criou, que a sustenta e lhe dá todas as propriedades que possui e todas as suas relações e propósitos. Ver todas essas coisas em cada disciplina é ver "as coisas divinas" - e, no final, são elas que importam. Portanto, Edwards afirma que não podemos divisar essas coisas e, por conseguinte, não podemos exercitar a erudição cristã, se não tivermos uma percepção espiritual ou um gosto por Deus - se não tivermos a capacidade de captar a beleza de Deus naquilo que ele criou.
De acordo com Edwards, essa percepção é dada por Deus por meio do novo nascimento sobrenatural, realizado pela Palavra de Deus. "O primeiro efeito do poder de Deus sobre o coração na regeneração é dar ao mesmo uma percepção divina ou uma inclinação por Deus, levando o coração a se deleitar com a beleza e a doçura da excelência suprema da natureza divina."52 Portanto, a fim de exercitar a erudição cristã, a pessoa deve ser nascida de novo; ou seja, a pessoa não deve apenas observar os efeitos da obra de Deus, mas também se deleitar com a beleza encontrada na natureza de Deus.

Edwards afirma que o trabalho racional não é em vão, mesmo considerando-se que tudo depende do dom gratuito de Deus da vida e da visão espiritual. Isso porque "quanto mais a pessoa possuir conhecimento racional das coisas divinas, mais oportunidade terá, quando o Espírito for soprado no seu coração, de ver a excelência dessas coisas e sentir a sua doçura".

Fica claro que, ao falar de "conhecimento racional", Edwards não está se referindo ao racionalismo que exclui filosoficamente as "coisas divinas". Em se tratando da erudição cristã, é ainda mais relevante o fato de que, para Edwards, o "conhecimento racional" também exclui uma imitação metodológica, por parte dos cristãos, do racionalismo encontrado nas obras acadêmicas. Creio que Edwards consideraria uma parte da erudição cristã de hoje metodologicamente ininteligível em função da exclusão de fato de Deus e de sua Palavra dos processos de raciocínio. Ao que parece, esse tipo de erudição pode ser atribuído ao desejo de obter o reconhecimento e a aceitação dos meios acadêmicos em geral. No entanto, o preço a ser pago por esse respeito é extremamente alto. E acredito que Edwards questionaria se, a longo prazo, essa transigência não acabará por enfraquecer a influência cristã que visa à exaltação de Deus, uma vez que a concessão ao naturalismo fala mais alto do que o objetivo da supremacia de Deus em todas as coisas. Não apenas isso, mas também a própria natureza da realidade será distorcida por estudiosos que adotam uma metodologia que não prioriza o fundamento, a força e o objetivo da verdade, ou seja, Deus. Sempre que Deus é metodologicamente deixado de lado, torna-se impossível interpretar a realidade com precisão.

De que maneira, então, esse conceito de erudição cristã é resultante da verdade de que a demonstração da glória de Deus e a alegria mais profunda da alma humana são a mesma coisa? Deus demonstra a sua glória na realidade criada que está sendo investigada pelo estudioso (SI 19.1; 104.31; Cl 1.16,17). E, no entanto, o propósito de Deus ao fazer essa demonstração não é cumprido se o investigador não a observa e sente. Assim, a experiência, a satisfação e o prazer do estudioso com a beleza da glória de Deus são uma ocasião em que a demonstração dessa glória é consumada. Nesse momento, as duas coisas se tornam uma só: o engrandecimento da glória de Deus é concretizado na observação e na experiência que ocorre na mente e no coração do estudioso. Quando o eco da glória de Deus repercute nas afeições do estudioso consagrado a Deus e ressoa no que ele diz e escreve, o propósito de Deus para a erudição é cumprido.

John Piper
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A Emanação de Deus – Jonathan Edwards


É apropriado que uma fonte abundante dê origem a rios caudalosos

Uma vez que existe em Deus uma plenitude infinita de todo o bem possível - uma abundância de toda perfeição, excelência, beleza e felicidade infinitas - e que essa plenitude é capaz de comunicação ou emanação ad extra,21 também parece algo amável [isto é, agradável, admirável] e precioso em si mesmo que essa fonte infinita de bem dê origem a rios caudalosos. E, assim como essa comunicação é de per si excelente, a disposição para ela no Ser Divino também deve ser considerada excelente. Essa emanação do bem é, em certo sentido, uma multiplicação de tal bem. Assim como o rio pode ser considerado algo além da fonte, também a emanação pode ser tida como uma ampliação do bem. E se a plenitude do bem na qual consiste a fonte é em si mesma excelente, a emanação que pode ser tida como uma ampliação, repetição ou multiplicação dessa fonte é excelente.

Portanto, uma vez que há uma fonte infinita de luz e conhecimento, é apropriado que essa luz resplandeça em raios de conhecimento e entendimento comunicados e, uma vez que há uma fonte infinita de santidade, excelência moral e beleza, estas também devem fluir na santidade comunicada. E, uma vez que há uma plenitude infinita de gozo e felicidade, esta deve igualmente ter uma emanação e se tornar uma fonte a jorrar em rios caudalosos e a resplandecer como os raios do Sol.28 Logo, parece razoável supor que Deus teve como fim último a existência de uma emanação gloriosa e copiosa de sua plenitude infinita de bem ad extra, ou sem29 ele próprio, e que foi a disposição de comunicar a si mesmo ou propagar a sua PLENITUDE  que o levou a criar o mundo.

Convém observar, contudo, certa impropriedade na afirmação de que uma disposição divina de comunicar-se à criatura o motivou a criar o mundo, pois a inclinação de Deus para comunicar-se a um objeto parece pressupor a existência de tal objeto, pelo menos no nível conceituai. Porém, a disposição difusiva que impeliu Deus a fazer as criaturas existirem foi, na verdade, uma disposição comunicativa em geral, ou uma disposição na plenitude da divindade para fluir e se difundir. Assim, a disposição existente na raiz e no cerne de uma árvore de espalhar a seiva e a vida é, sem dúvida, a razão pela qual essas duas partes se comunicam com seus brotos, folhas e frutos depois que estes vêm a existir. Porém, a disposição de transmitir sua vida e seiva aos frutos não é tanto o motivo essencial pelo qual a árvore produz esses frutos, quanto o é sua disposição de transmitir sua vida e seiva de modo geral. Logo, falando estritamente de acordo com a verdade, podemos supor que uma disposição existente em Deus, uma propriedade original e inerente de emanar a própria plenitude infinita foi o que o estimulou a criar o mundo e, portanto, o seu fim último na criação era a própria emanação.
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Jonathan Edwards | by ©2010