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6 de ago de 2010

Jonathan Edwards – Um Homem de Família

Elisabeth Dodds: "O retrato mítico de Edwards o apresenta como um teólogo austero. Na verdade, era um marido carinhoso e um pai verdadeiramente amado por seus filhos". Não é fácil imaginar como era a sua vida em família com base no programa rigoroso de estudos que elaborou. Sabemos que ele acreditava em preencher cada momento da existência até o máximo de sua capacidade, sem desperdiçar tempo algum. Sua sexta resolução era simples e poderosa: "Resolvido: Viver com todas as minhas forças enquanto estiver vivo". E a quinta era semelhante: "Resolvido: Não perder um momento sequer, mas aprimorá-lo da maneira mais proveitosa que me for possível".

Temos motivos para crer que Edwards considerava sua família igualmente digna desse tempo aproveitado com tamanha intensidade. De acordo com Sereno Dwight: "À noite, ele costumava se permitir um período de descontração em meio à família". Porém, em outro texto, o próprio Edwards disse (em 1734, quando estava com 31anos de idade): "Creio que é melhor, quando me encontro com boa disposição para a contemplação divina, ou envolvido com a leitura das Escrituras ou com o estudo de algum assunto teológico, não interromper o que estou fazendo para jantar, preferindo em geral abrir mão dessa refeição a parar". Pode-se pensar que Sarah Edwards tenha se ressentido disso e se desiludido com a teologia do seu marido. Mas não foi o caso.

A hospitalidade e a piedade dela são lendárias. Creio que seria justo dizer que a chave indispensável para criar onze filhos cristãos  no lar da família Edwards era a "união excepcional" que Jonathan desfrutava com a sua esposa, uma ligação arraigada numa teologia magnífica da alegria. Nas palavras do seu bisneto: "A religião de Sarah não era, de maneira alguma, melancólica ou proibitiva em seu caráter. Por mais incomum que fosse em sua intensidade, era, acima de tudo, uma religião de alegria". A história de Sarah é muito bem contada na obra de Elisabeth Dodd, Marriage to a Difficult Man [O casamento com um homem difícil] e recebe uma interpretação histórica-fictícia em Jonathan and Sarah Edwards: An Uncommon Union, de Edna Gerstner.

John Piper

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