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2 de jun de 2010

A glória de Deus e o bem da criatura não são conflitantes – Jonathan Edwards

Na emanação da plenitude divina, Deus e a criatura não ocupam posições opostas nem são partes antagônicas de uma disjunção. Do mesmo modo, a glória de Deus e o bem da criatura não devem ser considerados verdadeira e inteiramente distintos conforme são apresentados na objeção. Esta supõe que o respeito de Deus por sua glória e [a] comunicação do bem às suas criaturas são duas coisas inteiramente distintas; que a comunicação de sua plenitude para si mesmo e tal comunicação para elas são duas coisas desunidas e opostas. Na verdade, porém, se fôssemos capazes de ter uma visão mais perfeita de Deus e das coisas divinas, que são tão superiores a nós, é provável que ficaria extremamente claro que se trata de algo muito diferente e que essas coisas, em vez de se mostrarem inteiramente distintas, encontram-se implícitas uma na outra.

Ao buscar a difusão da sua glória, Deus busca a glória e a felicidade da criatura

Ao buscar a sua glória, Deus busca o bem de suas criaturas, pois a emanação de sua glória (a qual ele busca e na qual ele se deleita, assim como se deleita na sua glória eterna) implica excelência e felicidade comunicadas às suas criaturas. E, ao lhes transmitir a sua plenitude, ele o faz em razão de si mesmo, pois o bem delas, que ele busca, se encontra na união e comunhão total com ele. A excelência e a felicidade das criaturas não passam de emanação e expressão da glória de Deus. Ao buscar a glória e a felicidade delas, Deus busca a si mesmo e, ao fazê-lo, ou seja, ao buscar-se difuso e expresso (o que para ele é motivo de deleite, do mesmo modo que ele se deleita na própria beleza e plenitude), ele busca a glória e a felicidade delas.

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