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12 de abr de 2010

Jonathan Edwards - Grande fé diante do fím da vida

- Sepultura de Jonathan Edwards - 



Em 13 de fevereiro de 1758, um mês depois de assumir a presidência de Princeton, Edwards foi vacinado contra varíola. A vacina teve o efeito oposto ao desejado. As pústulas em sua garganta inflamada se tornaram tão grandes que ele não pôde mais ingerir os líquidos necessários para combater a febre. Quando teve certeza de que estava morrendo, chamou sua filha Lucy - a única pessoa de sua família que se encontrava em Princeton - e lhe transmitiu suas últimas palavras. Não houve qualquer queixa sobre ser levado no auge de sua vida, sem que tivesse realizado seus grandes sonhos de escrever; antes, confiante na soberania bondosa de Deus, proferiu palavras de consolo para a sua família:

Querida Lucy, parece-me que é a vontade de Deus que eu a deixe em breve; assim, transmita meu mais sincero amor à minha esposa e diga-lhe que nossa união excepcional, a qual perdurou de tal modo entre nós, foi de uma natureza que considero espiritual e que, portanto, continuará para sempre; espero, ainda, que ela seja amparada durante tamanha provação e se sujeite com bom ânimo à vontade de Deus. Aos meus filhos, que ficarão sem pai, que esta seja a oportunidade de buscar um Pai que nunca faltará.

Ele morreu no dia 22 de março. Coube ao seu médico escrever a carta difícil para a esposa de Edwards, que ainda se encontrava em Stockbridge. Sarah caiu doente quando a carta chegou, mas o Deus que unha a vida dela nas mãos era o Deus sobre o qual Jonathan Edwards havia pregado. Assim, em 3 de abril ela escreveu à sua filha Esther:

O que devo dizer? Um Deus santo e bom nos cobriu com uma nuvem escura. Que possamos ter forças para aceitar sua vara e nos calar! É obra do Senhor, que me levou a adorar sua bondade por conceder tanto tempo com Jonathan. Mas o meu Deus vive; e meu coração pertence a ele. Que legado meu marido, seu pai, nos deixou! Pertencemos todos a Deus: é assim que sou e amo ser.

Com carinho, de sua mãe Sarah Edwards

A busca pela visão espiritual

Assim terminou a vida aqui na terra daquele cuja paixão pela supremacia de Deus talvez seja incomparável na história na igreja. Ele a buscava sempre com veemência, pois sabia o que estava em jogo e sabia que não seria um mero conhecimento racional ou especulativo de Deus que salvaria a sua alma ou abençoaria a igreja. Toda a sua energia foi canalizada para cumprir o verdadeiro propósito de todas as coisas, ou seja, a manifestação da glória de Deus numa visão espiritual e o prazer nessa glória.

A verdadeira percepção da glória de Deus não pode, jamais, ser obtida por meio do [raciocínio] especulativo e, se os homens se convencerem por argumentos de que Deus é santo, essa convicção em momento algum os levará a compreender sua santidade amável [isto é, agradável, admirável] e gloriosa. Se argumentarem que ele é extremamente misericordioso, isso não os levará a compreender sua graça e sua misericórdia gloriosas. É preciso ocorrer uma descoberta mais imediata e consciente, a qual deve dar à mente uma percepção verdadeira da excelência e da beleza de Deus.

Em outras palavras, de nada adianta crer que Deus é santo e misericordioso. A fim de que essa convicção tenha algum valor salvífico, devemos "experimentar" a santidade e a misericórdia de Deus. Ou seja, devemos ter um gosto por elas e sentir prazer naquilo que elas são, por si mesmas. De outro modo, esse conhecimento não é diferente daquele que os demônios possuem.


1 comentários:

Marcos Novaes. disse...

Precisamos urgentemente de homens assim...

7 de julho de 2011 17:06

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