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11 de mar de 2010

Jonatahn Edwards - O Encontro com a Trindade



Meu primeiro encontro verdadeiro com Edwards foi num curso de História da Igreja com Geoffrey Bromiley, quando resolvi escrever um trabalho a respeito do "Ensaio sobre a Trindade", de Edwards. Esse foi um momento decisivo, em que a minha visão do ser de Deus foi marcada para sempre. O Filho de Deus é a imagem ou o conceito eterno que Deus tem de si mesmo. E a imagem que ele tem de si mesmo é tão perfeita, completa e plena a ponto de ser a reprodução (ou geração) viva e pessoal de Deus, o Pai. E essa imagem viva e pessoal, ou resplendor, ou forma de Deus é Deus, ou seja, Deus, o Filho. E, portanto, Deus, o Filho é co-eterno com Deus, o Pai, e igual a ele em essência e glória.

E, entre o Filho e o Pai, surge eternamente uma comunhão de amor pessoal infinitamente santa. "A própria essência divina flui e é como que soprada em amor e alegria. Portanto, Deus se revela em mais uma forma de subsistência, procedendo desta a terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo". Edwards resume a sua visão da Trindade com as seguintes palavras:
Esta, suponho eu, é a sagrada Trindade sobre a qual lemos nas santas Escrituras. O Pai é a divindade que subsiste na forma primá­ria, não originada e mais absoluta, ou seja, a divindade na sua existência direta. O Filho é a divindade gerada pelo entendimento de Deus, ou pelo conceito de Deus acerca de si mesmo, e subsiste nesse conceito. O Espírito Santo é a divindade que subsiste no ato, ou na essência divina fluindo e sendo soprada no amor infinito de Deus e no seu deleite em si mesmo. E creio que a essência divina como um todo subsiste verdadeira e distintamente tanto no conceito divino quanto no amor divino e que cada uma delas é uma pessoa propriamente distinta.
Podemos agora perceber como essa visão da Trindade se mostra coerente com o que Edwards diz sobre o conceito de Deus ser glorificado de duas maneiras: ao ser conhecido e amado ou desfrutado. Isso corresponde ao modo de existência de Deus: o Filho é a apresentação de Deus que se conhece perfeitamente e o Espírito é a apresentação de Deus que se ama perfeitamente. Talvez você possa sentir o ardor que foi se formando dentro de mim à medida que comecei a ver, na natureza das coisas, uma harmonia mais profunda do que jamais havia imaginado.

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