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8 de mar de 2010

J. Edwards - A Intensidade de sua vida interior.


A intensidade da sua vida interior nesses anos de juventude era extraordinária. Suas famosas "Resoluções" captam algumas das paixões mais marcantes dessa fase da sua vida. Sua existência era governada por uma determinação que o permitia realizar feitos admiráveis. A Resolução nº 44, por exemplo, diz: "Resolvido: nenhum fim a não ser a religião terá qualquer influência sobre as minhas ações; nenhuma ação se concretizará, mesmo na mais insignificante das circunstâncias, sem que vise à religião".6 E a Resolução nº 61 diz: "Resolvido: independentemente de qualquer justificação que possa encontrar, não darei lugar à indiferença que afrouxa e relaxa a minha mente, impedindo-a de fixar-se de todo na religião".

Trata-se da aplicação radical do aforismo bíblico: "Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou" (2Tm 2.4). Foi justamente esse enfoque obstinado sobre a "religião" que lhe rendeu uma vida inteira de estudos e escritos voltados para Deus. Para Edwards, a religião significava vida e pensamento cristãos. E tudo isso se encontrava arraigado num conjunto de conhecimentos - uma "ciência" gloriosa chamada teologia. Certa vez, Edwards pregou um sermão sobre Hebreus 5.12 ("devíeis ser mestres") no qual descreveu a que dedicava tanta determinação, a saber:

O próprio Deus, o Eterno Três em um, é o objeto maior dessa ciência; seguido de Jesus Cristo, como Deus-homem e Mediador e a obra mais gloriosa de redenção jamais realizada; na seqüência, o mundo celestial, a habitação eterna comprada para nós por Cristo e prometida no evangelho; a obra do Espírito Santo de Deus no coração dos seres humanos; nossos deveres para com Deus e a maneira como podemos nos tornar ... semelhantes a Deus na medida do possível. Todas essas coisas são objetos dessa ciência.
Que maravilha seria se os pastores e os líderes cristãos dos nossos dias tivessem esse mesmo enfoque central e universal! No entanto, de modo geral não se acredita mais que tal enfoque e tal desperdício de energia possam ser bem-sucedidos". Esse é um dos motivos pelos quais os escritos de Edwards, bem como o seu exemplo, são tão necessários nos dias de hoje
 John Piper

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