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17 de mar de 2010

A Essência da Santidade - Jonatham Edwards


Deus preza a santidade na criatura e a santidade é, em essência, prezar a Deus

Temos aqui duas coisas para as quais precisamos atentar em particular.

(1) Em Deus, o amor por si mesmo e o amor do público não devem ser diferençados, como no caso do homem, pois o ser de Deus compreende todas as coisas. Uma vez que a sua existência é infinita, deve ser equivalente à existência universal. E, pelo mesmo motivo [o fato] de a afeição pública na criatura ser apropriada e bela, [segue-se que] a deferência de Deus por si mesmo também o é.

(2) Em Deus, o amor àquilo que é apropriado e decoroso não pode ser algo distinto do amor dele por si mesmo, pois o amor de Deus é o que constitui, fundamentalmente e acima de tudo, toda a santidade, a qual deve consistir, em essência, do amor dele por si mesmo. Logo, se a santidade de Deus consiste do seu amor por si mesmo, fica implícita uma aprovação da estima e do amor dos outros por ele, pois um ser que se ama, necessariamente, ama amar-se. Se a santidade em Deus consiste principalmente em amor por si mesmo, a santidade na criatura deve, principalmente, consistir em amar a ele. E, se Deus ama a santidade nele mesmo, deve amá-la na criatura.

De acordo com a visão dos filósofos mais recentes e renomados, a virtude se encontra na afeição pública ou na benevolência geral. E, se a essência da virtude está em princípio nisso, o amor à virtude é igualmente virtuoso, uma vez que fica subentendido ou tem origem nessa afeição pública ou benevolência mais ampla da mente. Porquanto, se um homem ama o público de fato, também ama, necessariamente, o amor ao público.

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