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17 de jan de 2010

Maravilhosa Redenção - Jonathan Edwards




Podemos observar a sabedoria maravilhosa de Deus na obra da redenção. Deus fez a incapacidade e miséria do homem, seu estado humilde, perdido e arruinado no qual ele se afundou com a queda, uma ocasião para o maior avanço de sua própria glória, como de outras maneiras, muito particularmente nesta, que há agora muito mais dependência universal e evidente do homem em Deus. Embora seja do agrado de Deus erguer o homem desse abismo escuro de pecado e aflição no qual ele caíra, e exaltá-lo excessivamente em excelência e honra a um alto lance de glória e bem-aventurança, para que a criatura nada tenha em qual quer ocasião de que se gloriar. Toda a glória pertence evidente mente a Deus, tudo está na mera e mais absoluta e divina dependência do Pai, Filho e Espírito Santo.
Cada pessoa da Trindade é glorificada igualmente nesta obra. Há uma dependência absoluta da criatura em cada pessoa da Trindade para tudo. Tudo é proveniente do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Assim, Deus aparece na obra de redenção como tudo em todos. E justo que aquele que é, e não há outro, seja o Alfa e o Omega, o Primeiro e o Ultimo, o tudo e o único nesta obra.
Por conseguinte, essas doutrinas e planos da divindade, que são em qualquer ponto em particular opostos a tal dependência absoluta e universal de Deus, tiram o mérito da sua glória e contrariam o desígnio de nossa redenção. São esses planos que puseram a criatura no lugar de Deus, em quaisquer dos aspectos mencionados que exaltem o homem no lugar do Pai, ou do Filho ou do Espírito Santo, em qualquer coisa pertencente à nossa redenção. Ainda que eles dêem margem a uma dependência dos redimidos em Deus, negam uma dependência que seja tão absoluta e universal. Eles possuem total dependência de Deus para algumas coisas, mas não para outras. Eles reconhecem que dependam de Deus para o dom e aceitação de um Redentor, mas negam tão absoluta dependência nEle para a obtenção de um interesse no Redentor. Eles admitem dependência absoluta no Pai por dar seu Filho, e no Filho por trabalhar a redenção, mas não completa dependência no Espírito Santo para conversão, e uma existência em Cristo, e assim ter direito aos,benefícios. Eles reconhecem dependência em Deus por meio da graça, mas não absolutamente para o benefício e sucesso desse meio; uma dependência parcial no poder de Deus para ob ter e exercer a santidade, mas não a mera dependência na graça arbitrária e soberana de Deus. Eles aceitam a dependência da gra ça livre de Deus para serem favorecidos, contanto que seja sem mérito formal, mas não como é sem ser atraído ou movido por qualquer excelência. Eles consentem uma dependência parcial em Cristo como aquEle através de quem temos a vida, como tendo comprado novas condições de vida, mas ainda sustentam que a justiça pela qual temos vida é inerente em nós mesmos, como era sob o primeiro concerto. Qualquer que seja o plano incompatível com nossa dependência total em Deus de tudo que seja proveniente dEle, através dEle e nEle, é repugnante ao desígnio e significado do evangelho, e o rouba do que Deus considera seu esplendor e glória. 

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